22 novembro 2013

O Que Cada Manhã Traz Consigo

Não há o porque do subtítulo...

...pois é ouvindo a mais bela e singela apresentação que vi nos últimos tempos, que tomei coragem, mesmo com sono já batendo, de escrever algo sobre os últimos dias.
Não tem sido fáceis, fato. Mas vão passar. Como disse Renato em Metal.

Como todas as dificuldades que todos enfrentam de tempos em tempos, quando Deus nos remete ao nosso humilde lugar de meros mortais e nos mostra que infelizmente nem sempre o que achamos ser o necessário é realmente necessário para termos o que queremos, perdemos o que achou-se ser eterno...e por mais que acredite que seja...a realidade mostra outra face da moeda.

Acomodação, prepotência, falta de respeito, falta de noção.
Expectativas...criadas.

Palavras que são ditas fora da hora. E as que são certas, ditas tarde demais.
Orgulho, teimosia, soberba.
Expectativas...demasiadas.

E o que ontem era certo como o preto e o branco, hoje é cinza e não define mais nada.
Dor, decepção, lágrimas.
E é difícil admitir erros. É difícil admitir perdas. Infelizmente o que deveria ter sido visto antes, foi visto agora...tarde demais?

Ao que tudo indica sim e por mais lamentações, discussões e divagações, perdeu-se algo no caminho.
E a canção repete-se novamente.

Já não doí tanto, é fato. Estranho, algo mudou. E-mails, sms's, conversas...enterrando cada vez o que antes brilhava tão forte como o sol da manhã de ontem.
Até mesmo o olhar de esperança em uma terça se torna indiferença em uma quinta.

Tomar coragem para admitir os erros, de expectativas criadas, de uma mudança que talvez de fato não venha e que agora mesmo se perde junto com o foco nos planos, o rumar ao sonho, é mais do que necessário nesse momento de mudança.
Mudança indesejada, com certeza. Mas que talvez seja a ponte necessária para que depois de construída, seja possível aguentar as enxurradas e a forte correnteza do rio bravo que arrebata qualquer relacionamento.

Esperança tola? Talvez...

A canção que antes trazia lágrimas, agora, traz um sorriso singelo no canto da boca...como se a promessa dos apaixonados fosse algo concreto para um futuro totalmente incerto.
Mas provou-se em mais uma vez que a única coisa concreta no fim é a dor.
E mesmo que ela passe, e mesmo que ela desapareça e a saudade tome conta, de nada vai adiantar se a lição não for de fato aprendida.

Expectativas...frustadas.

Assim crio coragem suficiente para admitir que apesar dos erros, das falhas e de tudo o que deu errado, cresci como há tempos não havia feito. Infelizmente, não será possível que veja isso...infelizmente não poderei ver o seu crescimento.

O amor, que antes era tido como certo, assim como uma vela acessa no inicio de uma noite sem luz, vai se apagando ao raiar de mais uma manhã.

Nova esperança? Fato, pois é o que cada manhã traz consigo.

Esperando que o perdão seja aceito um dia...te amo...e amarei sempre.
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