11 novembro 2013

Uma Folha em Branco

Geralmente quando via uma folha em branco, já imaginava todo o cenário de uma história onde no final, claro, o final seria feliz.

Era algo natural e sempre funcionava de uma forma intuitiva. O organismo se sentia "obrigado" a preencher aquele pedaço de papel rabiscado com linhas azuis com "a melhor história de todos os tempos da última semana."

E de semana em semana, dia a dia, folha a folha...foram vários sonhos registrados em papel e tinta (ou grafite).

Hoje eles estão ali, bem guardados.
Fica claro que na vida real, nem sempre os finais são felizes.
O que acho mais incrível é que nem sempre percebemos as coisas como ela são a tempo.

A tempo de consertar, a tempo de mudar, a tempo de fazer algo diferente...ai perdemos.
Perdemos nós mesmos. Perdemos as pessoas. Perdemos a chance que Deus nos dá de fazer algo certo. Perdemos o sentido.

O único ganho é mais uma cicatriz, mais uma história falida. Mais lágrimas, mais lamentações.
Podem ser as últimas palavras, pode ser o último gole. Podem ser as últimas ações, pode ser a última chance.
Fácil seria se pudesse apagar a história com branquinho ou borracha, rescreve-la...na vida real não é assim.

Vamos sobreviver, mesmo com todas as falsas previsibilidades, vamos sobreviver.
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