18 julho 2015

Alter Ego | Sobre um Alter Ego #001

Às vezes preferimos usar o silêncio para poder expressar algumas coisas que na falta de palavras, são melhor compreendidas por um olhar, por um gesto...mas e quando não vemos esses olhares e esses gestos?

Quando comecei a escrever esse blog, o objetivo principal era torná-lo um reflexo daquilo do que quero, daquilo que gosto, daquilo que penso...um resumo daquilo que sou.

Mas infelizmente a rotina faz com que esqueçamos às vezes, quem realmente somos.
E rótulos são tão fáceis de se utilizar, mas tão rasos, que nunca servem pra definir completamente alguém.
Mas porque insistimos em usá-los?

Muitos já me disseram que eu deveria segmentar esse blog. "Fale de cinema!". "Fale de música!". "Fale de política!". (?!).
Mas e quando temos um universo inteiro dentro de nós mesmos e queremos expressar isso?

Deve ser por isso que não rotulo esse blog.

Então, falo de cinema, de música, de seriados, de coisas engraçadas, de coisas tristes e expresso alguns sentimentos, às vezes bem pessoais, às vezes por interferência (histórias) externas, mas tudo de uma forma a exteriorizar o que rola aqui dentro. E ai fora, claro.

Os últimos acontecimentos da minha vida, pessoal e profissional, me fizeram perceber (nunca claramente), que fazer planos é algo perigoso. Que achar estar certo de alguma coisa é mais perigoso ainda.

Nunca sabemos o que o dia de amanhã nos reserva. Nunca sabemos o que a próxima hora nos reserva...o próximo minuto...um segundo. Já tive que lidar com a questão da fragilidade da vida e do ser humano. Lidei com isso de duas formas bem extremas:
- vida: o nascimento do meu filho;
- morte: o falecimento do meu pai.

E nesses 11 anos de falecimento do meu pai e 6 anos de vida do meu filho, percebo que quando mais conhecemos, menos sabemos (o U2 já cantou isso, pra variar). E as regras, conceitos, preceitos, ideais, motivações, sonhos...planos...tudo é muito volátil e muito efêmero.

Bom, se você chegou até aqui, agradeço, pois às vezes não é fácil se dispôr a ler um texto tão grande. E ai me perguntei essa semana: será que o mundo seria um lugar melhor onde as pessoas conseguissem ter mais empatia umas pelas outras?

Sim, sempre fui desses caras otimistas e que pensa que tudo vai dar certo. Mas, merdas acontecem. E quando o universo te dá um porrada tão certeira e que a única (e melhor coisa) é ficar na lona, talvez fosse melhor ter olhado mais aos detalhes...o velho dito que diz que algo está nas entrelinhas.

Um sorriso, um olhar, um gesto.

E ai se entende que quando rotina, rótulos, vida, empatia...quando tudo isso se mistura, às vezes temos um momento de explosão. O problema maior é quando essa explosão não se exterioriza e o que acaba sendo destruído, é tudo o que era guardado aqui (ai) dentro.

Como se recuperar disso?

Tempo talvez seja a resposta mais certa entre tantas opções e oportunidades que a vida te dará para que você possa se recurar disso. Até porque, já ficou claro que não há regras definidas em um jogo em que nem sabemos que estamos jogando!

Melhor esperar um pouco e ver se a luz no fim do túnel é mesmo a saída ou apenas um trem vindo de encontro até onde estou.

Até porque, a estrada é longa, não fará nenhum mal um encostada para esticar as canelas. E ai quem sabe, manter a esperança, os sonhos, as motivações e os ideais ao continuar a viagem.

"Sempre em frente, não temos tempo a perder"...é, mas no momento, só estou querendo apreciar um pouco a paisagem. Logo sigo...



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