09 agosto 2015

Dia dos Pais (2014/2015)

Avistei a fila imensa de carros a frente e pensei: "não chego em casa cedo...".

Mas acho que depois de mais um Dia dos Pais, o quinto sexto já, começo a perceber, na minha ignorância, que o trânsito é causa de um deslocamento de milhares de pessoas que também tiveram momentos especiais, em sua maioria, e agora, assim como eu, retornam aos seus lares pro retorno da rotina que significa a segunda-feira.

Lá em cima, o céu brinda aos que consegue olhar pra cima, como uma linda e enigmática lua...lua essa que já em tantos momentos acompanhou esses mesmos milhares, presos ao trânsito da Castelo Branco, em outros momentos especiais...e tantos momento não especiais também.

Me recordo que ultimamente tenho recordado bastante desses momentos...todos eles.

Me sinto satisfeito em perceber que apesar dos pesares, que entre mortos e feridos, sangue, suor e lágrimas, sigo pela Castelo Branco, rumo a Osasco, depois de mais um momento especial com meu filhote. E estou vivo.

Me reservo ao direito único e exclusivo de apenas agradecer...até mesmo pelos momentos ruins. Até porque, são eles que nos dão parâmetro pra dar valor aos momentos como o de hoje (10/08/14, se publicar esse texto depois e que presunçosamente programo no blog três meses antes do dia 09/08/15).

O amanhã a Deus pertence e talvez ter aprendido de que a ansiedade por momentos que talvez nem venham a existir é um dos piores venenos para um ser humano, tenho colecionado momentos cada vez mais simples, e mais especiais.

Tudo é uma questão de momento.

Saber dar valor a dádiva que é o presente.

Saudade é o que resta quando o que foi bom nos serve em definitivo.

Vazio é o que resta quando o que não foi bom nos lembra que podemos ter sempre algo melhor.

E depois da saudade, sorrisos, algumas lágrimas e a certeza de que tudo vai ficar bem.

E depois do vazio, não, não terei vazio pois ocupo com coisas que valham a pena um dia...ter saudade.

Lição aprendida amiga lua. A estrada flui o trânsito de momentos e emoções de maneira lenta...mas com paciência, força,  perseverança e fé, sempre estarei naquele lugar onde vale a pena estar...pois onde se vale a pena estar, eu sempre chamarei de casa.

Obrigado Matheus, por me inspirar mais uma vez, por mais um ano e todos os dias.
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