22 julho 2012

Ter uma banda...

...o sonho virando realidade. O que me leva a insistir nisso tudo?
Ter uma banda. Talvez seja o sonho de muitos muleques, que assim como eu, correm atrás daquilo que almejam ser o melhor. Assim como nas outras áreas da vida, a decisão de seguir o caminho da música vem da necessiadade de ter a plena satisfação de fazer o que ama, e ainda, viver disso. Pagar as contas e ter tudo aquilo que é lugar-comum para todos: casa, carro e uma casinha de cachorro no quintal dos fundos. Para que esse sonho se torne realidade, assim como nas outras áreas da vida, é preciso muito esforço. O famoso "sangue, suor e lágrimas" que define muito bem os sacríficios que são necessários para concretizar esse sonho.

Mas entre tantos no mundo, o que motiva levar tudo isso pra frente? As brigas (com família, amigos, namorada/esposa), discussões (sobre repertório, sobre lugares para tocar), falta de dinheiro (para o estúdio, para equipamentos, para cabos, palhetas, etc), cansaço (perdendo finais de semana, virando madrugada), stress, desânimo...poderia ficar esse post inteiro enumerado os contras de se ter uma banda. Sempre brinco com meus amigos dizendo que caso seus filhos desejem montar uma banda, que os interne em um hospício! Brincadeiras a parte, o fato é que mesmo com todas as "desvantagens" de ser ter uma banda, o motor que move essa engrenagem não tem definição. Se me perguntarem se desejo parar de tocar, a resposta será sem pestanejos: NÃO.

Como o Chorão, do Charlie Brown Jr., cantou em "O Preço": "...ver a garota sorrir, a galera pular. A multidão a me chamar, ah, que lindo está..." Causar reações nas pessoas, despertar sentimentos. Montar uma arranjo bacana, escrever uma letra que traduz o sentimento de muitos. Por mais que tente traduzir em palavras (ou em versos ou até mesmo melodia), o combustível me me faz insistir nisso tudo vem de uma força inexplicável que só a música deve ser capaz de produzir. Ou seja, não em explicação.

E hoje, logo mais, volto ao palco depois de alguns anos. Volto a subir os degraus dessa escada para um lugar desconhecido. Ver os meus amigos, minha mãe, pessoas que torcem pelo meu (nosso) sucesso, não tem fama e glamour que pague, tudo isso é muito efêmero e passageiro. Mas o prazer em fazer música é uma das melhores coisas que já fiz (e farei) nessa vida. E pretendo usufruir desse dom que Deus me deu, se não dá melhor maneira possível, mas com toda a vontade e força do mundo.
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