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12 de fevereiro de 2013

Um outra visão...

Talvez seja só comigo, mas toda vez que nos afastamos do problema, é incrível como a solução fica clara. Às vezes o silêncio é a melhor saída. E olhar pra trás não significa medo de seguir em frente. São coisas que ninguém ensina. Às vezes precisamos sentir na pele como é se queimar no fogão quente. Meu filhote, que hoje tem 03 anos e 10 meses aprendeu isso da pior maneira. E vai ser assim a vida inteira.

Super proteger, super preocupar, super nada. Infelizmente não temos e nunca teremos total controle sobre tudo. A força que move a vida humana, a vida terrena é além da compreensão. A ciência pode tentar explicar, a religião pode tentar embelezar, mas fato é que a vida humana é uma engrenagem que não pode e nem deve ser parada.

Uma peça deu problema? A própria natureza faz questão de trocá-la. O que valoriza o nosso esforço, o nosso trabalho e a forma como lidamos com o resultado de tudo isso. Qualidade de vida significa aproveitar de forma vantajosa o fruto de um esforço quase mecânico que se teve durante certo período. Para alguns vem mais rápido, para outros nem tanto. Mas a forma como vai embora, essa sim define quem somos.

A natureza humana é, infelizmente, de sobrevivência. O impulso às vezes bate nos dentes e volta em forma de palavras, mas quem disse que gestos, olhares, movimentos não contam?

Deixo pra citar apenas agora a minha indignação e nojo que senti ao ver nas redes sociais a repercussão da tragédia de Sta. Maria. Pseudos-moralistas que usam a internet como bunker que os protege das consequências de suas palavras, hoje somem esperando a próxima merda acontecer para saírem de suas tocas.

29 de novembro de 2012

A necessidade...

Às vezes me lembra um certo casal ai....rsrs.
Dias de cão...dias em vão? Com certeza não..ao som da minha banda favorita me vem na cabeça o pensamento de que sempre pensamos demais e podemos por conta disso, perder o que tem de mais importante na vida...que é viver.

Porra, tô com isso o dia inteiro na cabeça...e até lembrei de algo: sempre escrevia com mais frequência quando estava triste. Porque? Será a necessidade mórbida que todos temos em sofrer? Será que a velha máxima de que o feio inspira é verdade?

Respondo essas duas perguntas agora com um grandessíssimo NÃO. Desculpas pelo caps lock.

Estou feliz, como há tempos não estive. Nem tudo são flores...tire pelo tempo que estava sem postar algo aqui...até o aniversário de 03 anos passou em branco. 03 anos e nem um muffin...pai desnaturado.

Mas passou e as mágoas estão curadas...feridas cicatrizadas e a certeza que as lágrimas de alegria que derrubei hoje são só a prova de que sim, vale a pena ser bom, vale a pena fazer o bem e vale a pena ser paciente...se me dissessem isso alguns meses atrás...07 meses atrás, iria dar risada.

Hoje estou dando risada...escrevendo esse post e encerrando por ora até porque daqui a pouco a labuta me chama pra provar mais uma vez pra mim mesmo que se a vida não é perfeita, ainda bem.

Amor, filho, família, amigos....música, cinema, games, leituras, cerveja (desculpa...rs)...humor...ano novo vida nova e cada vez mais e mais Desventuras vindo por ai...lembrando que sorriso no rosto nunca fez mal pra ninguém.

Let's move on...enjoy it.

5 de setembro de 2012

Counting Crows - Round Here

"I... I can't see nothing, nothing
Round here
(Ya) Catch me if I'm falling 
(Ya) Catch me if I'm falling
(Will'ya) Catch me if I'm falling down on you"

Certos sons nos remetem a uma viagem sem volta. Ainda mais quando precisamos realmente acertar os ponteiro...afinal de contas o futuro bate a porta agora. Acho que não tenho mais o direito de errar...não tenho mais o direito de deixar passar, nem mais de aceitar que o perdão venha ao meu encontro.

Infelizmente não tenho orgulho e vou pedir sempre mais uma chance...só espero tê-la...perder o fôlego novamente, dar risada até chorar, passar a noite falando besteiras. Coisas simples, simples como a vida deve ser. Sim, estou aqui embaixo...mas sei muito bem o que tem lá em cima. Preciso só de mais um começo...a felicidade, mesmo que passageira, já é velha conhecida.

Não vou mais me permitir errar...e se o impossível é a única opção...vou agarrar.

Estou voltando, estou mudando, estou querendo e sim, recolhendo os cacos para dançar mais uma vez no salão...e quando sair amanhã, o sol vai nascer e me dizer que tenho essa última chance....e mesmo que não seja...que assim seja.

Letra aqui: http://migre.me/azZAQ

7 de outubro de 2009

E cá estou outra vez.

A volta do que nunca foi

E depois um tempo sem postar nada, volto agora com tudo!!! Ou quase isso.

Depois da mudança de endereço, tirei esse tempo para aprender um pouco mais sobre a blogsfera. E tenho a certeza de que se depende de mim, não sairei dela tão cedo. Eita mundo viciante esse!

Também estava aprendendo um pouco de edição HTML/CSS (veja ao lado os meus Salvadores de Blog) para tentar deixar um pouco mais com a minha cara. Mas como a ânsia em escrever é maior do que a velocidade do meu aprendizado, não se assuste se tudo mudar de uma hora pra outra.

Então me presenteando antecipadamente, vou com pelo menos um post por dia (ou quase todo dia).

Obrigado por quem passa por aqui.

23 de agosto de 2009

Jornal BrancoPreto

Compatilho com vocês uns dos trabalhos que participei na faculdade. É o jornal Jornal BrancoPreto.

Link: http://jornalbp.50webs.com/index.html

O medo, o animal e a cerveja

É engraçado observar o quantos as pessoas tem medo de mudança.

Talvez por não ter raizes em um lugar específico, elas não me assustam tanto. E conforme a vida vai batendo e você revidando, fica cada vez mais comum lidar com isso de uma forma tranquila. O monstro da mudança virou só mais um degrau rumo ao desconhecido.

Esse é outro bicho papão de muitos. Para mim é difícil compreender esse temor do que não se conhece. Lembro sempre que por mais que tempestade venham, sempre o sol brilha depois. Como Renato Russo canta em "Metal Contra As Nuvens": "...e nossa história não estará pelo avesso assim, sem final feliz. Teremos coisas bonitas pra contar."

Acredito que a mudança sempre vem pro bem. Mudar é necessário. Ingênuo é aquele que se ilude acreditando que a rotina é segura. Pelo bem ou pelo mal, sempre teremos mudanças nas nossas vidas.

Esse lance de crescer é engraçado. Muitos dogmas pessoais foram derrubados devidos a essas mudanças. O desconhecido me mostrou que o preto e branco, outrora essêncial, não passava de só mais uma das várias palhetas de cores que temos. Por isso acredito (não sei por quanto tempo) que é esse o medo que aterroriza a todos que não tem a coragem de admitir suas vontades.

O ser humano é um animal e todo animal é institivo. E isso sempre estará enraizado em nós. Negar isso é lutar contra si próprio.

Na geração atual, talvez pela velocidade da informação, percebo a preguiça enraizada. Não a preguiça fisíca, pois essa eu adoro (sim, sou pecador)!!! Mas uma preguiça intelectual. Tudo vem mastigado, regugitado. As discussões são cada vez mais pobres de argumentos e isso é triste pois a base necessária para uma discussão, que leve a uma possível melhora, vem de conhecimento prévio. Coisa simples são tratadas com verdadeiros bichos de sete cabeças. E tudo empaca devido a falta de subsidios tão importantes.

Conhecimento.

Isso é em tudo. No trabalho, na faculdade...os relacionamentos cada vez mais rasos e superficiais.

O medo do desconhecido também cria barreiras. Aquele que poderia ser seu melhor amigo, não te conhece porque você tem medo de se arriscar. Uma preucação inútil, já que mais cedo ou mais tarde, sempre a casa cai e nossos medos terão de ser encarados. Melhor ter conhecimento prévio, para saber como lidar com o momento, do que o desespero e a busca por "salvação" em livros de ajuda tão inúteis quanto a "barreira" erguida anteriormente na sua vida.

A verdade é que nada adianta discutir isso. O ser humano talvez seja tão fascinante por causa dessas camadas. O mistério permanece. Quer saber? Vou pro boteco tomar mais uma cerveja.

Fonte imagem: http://www.hipersuper.pt/wp-content/uploads/2007/05/cerveja1.jpg

9 de agosto de 2009

Dia dos pais...

...é o meu primeiro. É estranho pois tenho tanto pra falar, mas o que mais me chamou a atenção no dia todo foi a saudade. Não só do meu velho que sei foi a mais de 06 anos. Mas parece que hoje me despedi do Sérgio moleque e conheci o Sérgio adulto. Antes que os que me conhecem darem graças a Deus, eu ainda vou ser sempre o "palhaço" que sou. E eu dou graças a Deus por isso. Aprendi com meu pai. Ser quem você é independente do que os outros acham, pensam, falam. Ligar o foda-se e ser feliz. Não cabe frase melhor.

Ser feliz com aqueles que estão do meu lado e me querem bem.

Caralho, não consigo imaginar nada que não seja influência do meu pai na minha vida. As música, os filmes, as piadas, os costumes, os vícios, tem sempre alguma coisa que me lembra de onde vim. A graça agora é saber para onde estou indo.

Ser metade do que meu pai foi pra mim, como pai, como homem, como pessoa, parece que se tornou a minha única missão de vida. Acredito que Deus sempre coloca as coisas nas nossas vidas com um propósito. E parece que hoje percebi que é isso de forma mais clara.

Meu filhote é quem tá me dando forças pra correr atrás do que é melhor pra mim. Não só mais pra mim claro. Tem esse menino, que se eu fizer o trabalho bem feito, vai estar escrevendo sobre mim, como pai, daqui a alguns anos. É muito louco imaginar isso. Só peço a Deus mais um dia de vida pra ver ele sorrindo. E poder brincar com ele. E poder mostrar os filmes, as músicas, os lugares...ensinar algo de bom pra ele.

Mostrar também o que é ruim e esperar que ele não seja só mais um. Bom isso ele não vai ser. Pelo menos não pra mim. Só espero que ele seja feliz. Hoje foi essa a ficha que caiu. E que seja o primeiro de vários Dias dos Pais que passo com ele.

Uma data comercial é verdade. Mas eu lembro do meu todo dia. E sempre lembrarei. Espero que o neto dele seja tudo o que ele foi. Que ele seja único. Dê valor ao seu pai pois amanhã, você ou ele podem ser chamados por Deus. Aproveite.

Feliz Dia dos Pais a todos nós!

7 de agosto de 2009

A gripe, o stress e o PC

Quinta-feira a noite...graças a Deus estou melhor da gripe (não a suína) que me incomodou bastante nos últimos dias. Muito complicado ter que trabalhar gripado. Acho que por isso também que deixei de fazer várias coisas, como escrever aqui.

Refleti muito sobre o quão frágil é a máquina humana. O quanto somos vulneráveis não só aos vírus que habitam nosso planeta, mas ao vírus que criamos diariamente.

Me falaram que é o stress. "Ah essa sua gripe não melhora por causa do stress..."
Legal, então quer dizer que nos tempos antigos, quando a medicina não era tão "avançada" eles davam que nome ao stress? Vírus, doença moderna que assola o mundo no século XXI. Alguém tem que levar a culpa pelas cagadas diárias que fazemos devido ao sobrecarregamento da máquina humana.

E ai temos a ajuda da tecnológia. Se os arquivos da biblioteca de Alexandria estivessem todos em pendrives, talvez saberiamos que nome davam ao hoje conhecido stress. Mas me respondam: se o PC, que é tão usado para os mais váriados fins (como escrever nesse blog) pessoais e profissionais, é uma das principais causas do stress moderno?

Essa é uma daquelas horas em que soltamos aquele PQP muito gostoso e nos livramos de parte do stress causado pela gripe e pelo PC lento.

Bem-vindo ao século XXI!!!

Temos ai mais uma intrigante questão que com certeza não me irá fazer perder o sono. Boa noite.

23 de julho de 2009

O problema de crescer...

Na verdade, a gente sempre imagina quando tem uns 12 anos, em crescermos logo.
Para termos "liberdade", para "termos" dinheiro.
Mas a verdade é que tudo não passa de ilusão adolescente.
Crescer é foda!!!!!!!!!
O problema de crescer é perceber que nem todos gostam da gente.
E a cada dia percebo o quanto isso é legal. Saber que nem todos esperam o melhor de você.
A cada dia dessa nova minha fase da vida percebo que a felicidade pode ser encontrada nos pequenos detalhes, os pequenos momentos. Parece balela, mas é real.
Claro que não consigo ser um robozinho. Mas já não sou mais aquele garoto que escrevia letras do NX Zero aos 12 anos!!! E não cito isso com orgulho.
Hoje não me sinto mais na obrigação de ser o AMIGO perfeito, o IRMÃO perfeito, o FILHO perfeito. Talvez nem o PAI perfeito. O meu não era e mesmo assim sempre será o meu herói.
A cada dia percebo que as pessoas que te amam sempre vão estar contigo.
Um mensagem no celular. Um abraço mandado por um conhecido. Um e-mail.
Caralho é tão simples demonstrar que você gosta de alguém. Porque sempre precisamos provar?
Será que os anos, meses, dias que já passaram não são suficientes?
O problema de crescer é ter que lidar com seus atos.
Somos sempre a vidraça limpa. Na boa, cansei de ficar limpando a minha.
Afinal de contas no final, é você e Deus. Ou o diabo.
Citando Charlie Brown: "Os que me conhecem de verdade, continuam do meu lado..."
E acho que já passou da hora de começar a por isso em prática. Tenho um anjinho pra cuidar. E lidando com as minhas escolhas, escolho ser feliz enquanto Deus me abençoa com vida.
Que quiser vir, tá convidado.
Nunca se sabe o que encontrar no fim da estrada...

18 de junho de 2009

A tranquilidade e o nada

Pensei em escrever hoje sobre as fotografias, sobre música, sobre TV, sobre sexo. Mas estava pensando sobre o nada.
Adoro o slogan da série Seinfeld: uma série sobre o nada.
Como falar sobre o nada? Me perguntam constantemente, quando estou quieto, o que eu tenho.
Vejo ai o quanto o nada representa muito.
Todo dia parece que temos a obrigação de sermos aquilo que cativa as pessoas. É triste quando decepcionamos os outros e mostramos que talvez, o meu nada quer encerrar a conversa. Porque hoje não é o meu dia. Ou porque eu tô tranquilo e realmente não tenho nada. A complexidade do assunto abrange desde um simples "tá tudo bem" até um "vai encher outro". E depende muito do seu estado de humor quando a pergunta lhe é feita.
Hoje o meu nada era sobre o nada. Igual ao slogan. Talvez seja a calmaria do momento.
Adoro viajar nos meus pensamentos. Acessar o que tá rolando entre o Tico e o Teco.
Ser o amendoin!!!!!!!!!
Falar sobre o nada é simples, mas muito complicado. Uma contradição tão gostosa.
- O que você tem?
- Nada...
- Ok.
A reticências após o nada querem dizer tudo aquilo que esperamos que o outro perceba. Infelizmente, nem todos temos essa sensibilidade. E ai a pergunta soa como uma "obrigação" e falsa preocupação. Tenho medo que quando sou eu fazendo a pergunta, que soe dessa forma. Moderei as minhas preocupações. :
Sabe quando a gente tá no elevador e falamos do tempo? É a mesma coisa.
O meu nada hoje foi da tranquilidade. E me dá medo essa sensação.
Talvez por sempre esperar pelo pior. Talvez por esperar pelo melhor. Na verdade por não saber o que esperar.
É até uma "tortura" interessante. Chato é quando sabemos o que vai acontecer amanhã. Pior ainda é quando nos iludimos acreditando que sabemos o que vai acontecer amanhã.
Agradeço a Deus por ser tão curioso e buscar sempre algo a mais.
Mas a esperança tá por ai ainda.
Reencontro ela toda vez, quando vou dormi (daqui a pouco) olho para o meu filhote dormindo.
Quando ouço aquela música, quando ouço uma boa história, uma boa piada. Pode até ser sobre o nada. Uma conversa no boteco, o futebol rolando e a cerveja gelada.
E o sentimento de querer salvar o mundo de nós mesmos. E as conversas que não queremos ouvir porque é tudo muito chato.
O futuro dando tchau e indo embora. Nada mais importa?
Amanhã vou tentar perceber o que meu nada vai querer dizer. Nunca é tão ruim quanto parece.
O meu nada tá mandando eu ir dormir agora.