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13 de outubro de 2016

Resenha | Luke Cage (1ª Temporada)

Ao final dos 13 episódios, fiquei muito aliviado. Na maior parte, já que as minhas expectativas estavam baixas e como não conhecia o personagem tão afundo, o que a série me mostrou foi que o universo Marvel na Netflix caminha com passos cada vez mais e mais firmes rumo ao maior evento que irá acontecer para o estúdio dentro do serviço de streaming.

Após o sucesso devastador que foi a primeira temporada de Demolidor e a boa temporada de Jessica Jones, ao anunciar a reunião de seus heróis como o grupo chamado Os Defensores, a expectativa do público mudou de foco.
A segunda temporada de Demolidor mostrou que, assim como os defeitos de Jessica Jones, a fórmula poderia ser um tiro no pé do estúdio, já que a quantidade de episódios mostrou que poderia haver uma revisão do modelo. Vide o exemplo magnífico de Stranger Things.

Eis que então os heróis mais desconhecidos do quarteto estão chegando. Quer dizer, isso já pode se disser apenas de Danny Rand, porque Luke já chegou.

Teaser Trailer dos Defensores:

A série não só é o terceiro passo dado em direção aos Defensores, mas como representa a importância que o personagem tem para a história da Marvel. Criado nos anos 70, o Poderoso (no original Powerman) foi um dos primeiros heróis afro-americanos a estrelar uma revista em quadrinhos. E isso era de uma importância sem tamanho para o cenário cultural, pois foi visualmente inspirado nos filmes blackploitation dos anos 1970.

Logo, Cheo Hodari Coker, criador da série, sabia de que a tarefa em adaptar o personagem não teria relevância só para o universo da Marvel, mas também, para mostrar uma outra visão do universo dos super-heróis e como eles afetam diretamente a vida das sociedades em que vivem.
E as fusões entre ficção e realidade são muitas durante a temporada. Brigas entre gangues, brigas pelo poder, seja ele político ou das ruas, o funcionamento do sistema e o que é acobertado da população. A exploração dos mais pobres pelos mais ricos, a união entre os moradores de uma comunidade. São muitas as nuances político-sociais que são mostradas na série de uma maneira bem autoral e com personalidade.

Se a intenção era fazer algo totalmente diferente das outras séries de super-heróis, o objetivo foi mais que concluído.

Carl Lucas é um homem injustiçado que após sofrer experimentos na prisão, desenvolve habilidades como super força e pele impenetrável. Ao voltar para o Harlem, Luke Cage (Mike Colter) é apresentado ao público em maiores detalhes do que os mostrados em Jessica Jones. A verdade é que a ambientação, inicial, coloca o personagem logo após os eventos ocorridos na série da detetive de Hell's Kitchen.
Contudo, graças ao ambiente amigável que encontra na Barbearia do Pop (Frankie Faison), local que se tornou refúgio de Cage em seu retorno ao bairro, e os conselhos de seu dono, alimenta a esperança e a vontade do ex-presidiário a melhorar de vida e ser alguém melhor.

Mas a postura que será necessária para que Luke assuma seu posto de herói, logo lhe é colocada a sua frente. E o começo disso é mostrado já quando ele parte para seu segundo emprego. No Harlem’s Paradise, somos apresentado a alguns dos vilões da trama. Seu dono Cornell Stokes (Mahershala Ali), conhecido como Boca-de-Algodão (Cottonmouth) e sua prima, a vereadora Mariah Dillard (Alfre Woodard).

É o primeiro aviso de que a série terá uma questão mais "humana" onde os vilões são poderosos, mas no âmbito urbano. E o vislumbre visual que a boate entrega é o mesmo vislumbre que Cornell vive. E enquanto sua prima tenta trazê-lo para o mundo real e as consequências de suas ações, parece que o mundo que criou para ele e para o seu plano de dominar o Harlen são maiores em sua cabeça.
Mas sua prima tem planos maiores que também vão de encontro ao outro lado dos vilões, que tem como porta-voz Shades (Theo Rossi) da ameaça de Diamondback (Erik LaRay Harvey) sempre a espreita para manter o vislumbre de Cornell em segundo plano. Mas essa briga acaba esbarrando em um herói que está pra nascer.

Sim, com certeza, ainda mais após a intervenção de campangas não muito inteligentes e erros que custarão muito caro ao gangster. Mas seria algo simples colocar um cara que é impenetrável para enfrentar alguns bandidos de bairro certo? E é dessa forma que a série constrói os seus melhores momentos.

De forma dinâmica e não apressada, a série distribui a história no presente e os flashbacks de modo que o espectador vai entendendo o porque Luke se torna um cara fechado e que relutante quanto a sua nova "posição". A transformação entre um simples faxineiro em uma barbearia escondida para a salvação do Harlen é mostrada de uma maneira muito bacana.

E sem cansar, o que é mais importante e sem perder o ritmo explicando em três episódios (Jessica???!!!) algo que durou apenas meio episódio.
Mostrar as fraquezas e como um novo herói surge se mistura em meios as dificuldades que qualquer outro morador do bairro teria para vencer na vida. Entre as mudanças de tom de positividade dos primeiros episódios para a incerteza e sim, medo, a temporada se divide de forma eficaz e além de resolver os conflitos que são desnecessários para o futuro, mas sem esquecer de deixar algumas pontas bacanas para o futuro.

Claro que não só de vilões um herói é feito. E por mais que a detetive Misty Night (Simone Missick) fique em cima do muro durante boa parte da temporada, uma velha conhecida aparecerá para acompanhar Cage na sua evolução. Sim, teremos de volta a enfermeira mais famosa de Nova York. Claire Temple (Rosario Dawson) tem talvez a participação mais relevante entre as três séries até o momento. E claro que o talento de Rosario ajuda em muito na construção de sua personagem que está definitivamente no hall dos melhores personagens do universo Marvel.

E tanto o Harlen é parte do contexto, que se torna aliado do herói e da sua transformação. Como Pop dizia para que ele deixasse de se esconder, é o bairro que o ajuda a ser um elemento surpresa mesmo não havendo a necessidade de tanto modo stealth. Tanto na ambientação, essa jornada do herói urbano, não poderia também ter melhor aliado do que uma trilha sonora acertadíssima.
A cultura negra americana, com foco na parte nova iorquina da questão, é parte constante da história. A superação, a vontade de vencer, de unidade, de melhor para ao próximo. Cage se torna um herói do povo, sem máscara e que perde o medo de lutar pelo que acha certo após perceber que a única saída é lutar.

Luke Cage entra para o grupo dos acertos da Marvel. Consegue corrigir alguns erros cometidos em suas séries irmãs e ainda se destaca pelo seu visual único e ter a ousadia de ser diferente apenas usando as ferramentas que a sua própria ambientação lhe entrega.

Seja pela baixa expectativa, seja pela qualidade mostrada, a série tem sim alguns defeitos, mas eles são irrelevantes em meio aos grandes acertos. Atuações que não comprometem, roteiros ágeis quando tem que ser ágeis, didáticos quando tem que ser didáticos. Cenas de ação bacanas e bem dirigidas. Trilha sonora excelente e mostrando o que a Marvel sabe fazer de melhor: contar uma boa história.

As referências são várias e a agora falta apena uma peça para o quebra-cabeça ser completo. Ponto para a parceria Marvel/Netflix. Todos os episódios já estão disponíveis aqui.

Avaliação do Alter Ego:






Trailer:


Ficha Técnica:
Luke Cage da Marvel (Marvel's Luke Cage) - 2016 - 55 min. (13 episódios) - EUA - Ação/Fantasia
Criada por: Cheo Hodari Coker
Direção: Vários
Roteiro: Vários
Elenco: Mike Colter, Mahershala Ali, Simone Missick, Theo Rossi, Erik LaRay Harvey, Rosario Dawson, Alfre Woodard
Site Oficial: https://www.netflix.com/title/80002537



6 de julho de 2015

Resenha | True Detective - (1ª Temporada)

Às vezes, o hype que algumas séries...
...filmes, games e discos recebem nem sempre se faz real ou algo concreto. Muitas vezes ele é cercado de uma porção de fatores que ao invés de ajudar, acabam por atrapalhar.

Talvez tenha que mudar esse meu pensamento (sim, é uma opinião minha folks!) pois o hype que True Detective recebe é totalmente justo. Na verdade, acredito que não tenha sido hype suficiente, tamanha a qualidade que a série apresenta. Além do sucesso da crítica, os poucos amigos e colegas que viram essa obra sempre exaltaram a qualidade do roteiro e da série de forma geral.

Com a chegada da segunda temporada, foi meio que inevitável segurar mais tempo e aos que quiserem assistir, já lhes aviso: tente vê-la de uma só vez. São "apenas" 08 episódios, e cada um deles vale a pena ser visto com o máximo de atenção possível. Mas se não der pra enfrentar a maratona, veja de qualquer jeito. Vale muito a pena!

Cada linha de diálogo parece encaixar perfeitamente na proposta da série. É como se uma estratégia tivesse sido montada para trazer para a tela somente aquilo que realmente fosse fazer sucesso ou tivesse o máximo de qualidade possível.

Fico até sem jeito de lembra que existem tantas séries caça-níquéis por ai e que não inovam em nada. E True Detective exala qualidade usando uma velha fórmula!

A série teve uma média de 11.2 milhões de espectadores (isso só nos EUA) fazendo da série o programa com melhor primeira temporada em audiência desde 2001. E estamos falando da HBO, que teve já na sua grade séries como The Wire, The Sopranos, Deadwood, Six Feet Under e tem ainda a talvez mais "hypada" de todas as séries, Game of Thrones.

A curiosidade acima foi só uma lasca do bolo de qualidade que True Detective representa. Pois mais que um fenômeno da televisão, a série confirma que é possível fazer um programa de qualidade no mesmo nível de cinema. A HBO já vem provando isso a algum tempo, mas ainda não tinha visto algo tão bom (e olha que ainda tenho algumas séries top pendentes).

A qualidade da série é tão grande, que a abertura considero uma das melhores que já vi:

Pra quem ficou curioso em saber, a música é "Far from Any Road", da The Handsome Family (do disco de 2003, Singing Bones).

Criada e escrita por Nic Pizzolatto, a série da HBO acompanha a história de dois detetives, Rust Cohle (Matthew McConaughey, sensacional!) e Marty Hart (Woody Harrelson, não menos sensacional!) integrantes da divisão de homicídios do estado da Louisiana, no interior dos EUA, que precisam lidar com um crime que tem traços de ligação a alguma seita que mexe com magia negra. Durante a temporada, vamos acompanhar a história da relação deles como parceiros e a investigação desse assassinato, por um possível serial killer, entre várias linhas temporais entre os anos de 1995, 2002 e 2012.

A relação entre os protagonistas é uma balança entre um homem esperançoso, que tenta criar sua família em meio ao caos que é sua vida (Hart) e um homem sem esperança, que acredita que a vida é nada mais do que um erro e que tudo o que fazemos aqui é um grande nada (Cohle). Em qualquer outra série, você seria guiado a escolher por quem teria mais empatia. As ações, não só deles, mas de todos os personagens da série, causam reações e opiniões distintas em cada espectador. Mas o mais incrível é que você vai criar o mesmo nível de empatia por ambos.

A investigação iniciada pelos detetives Maynard Gilbough (Michael Potts) e Thomas Papania (Tory Kittles) acaba se tornando o fio condutor da trama que "desenterra" os problemas e conflitos da relação da dupla principal. E com uma sacada de idas e vindas na linha do tempo, transforma a série em algo imperdível e é mais que um diferencial: é essencial para uma compreensão da tão complexa e longa investigação na qual Cohle e Hart se envolvem. E também necessária para entender a complexidade dos personagens. Com exceção da esposa de Hart, Maggie Hart (Michelle Monaghan, surpreendente!), o foco é na dupla e as idas e vindas da conturbada relação deles.

A história de Pizzolatto, que conta com a excelente direção de Cary Joji Fukunaga em todos os episódios dessa temporada, é contada de maneira hora visceral, hora filosofica e hora frenética e coloca o espectador frente a uma realidade que por mais ficcional que possa parecer, teve inspiração direta na rotina de verdadeiros políciais do estado da Louisiana. É bem tangível o clima que a série passa durante todos os seus episódios. E mais tangível ainda é o choque que a realidade de pessoas tão diferentes, mas unidas em um pró de um bem maior, pode mudar seu modo de ver a vida.

True Detective é uma série que tem a cara da HBO. Então não espere passadas de mão na cabeça ou explicações simples. Os temas são fortes e complexos e pode vir a incomodar alguns espectadores. Deixando de lado alguns dogmas e embarcando de cabeça na viagem, a série se mostra não só uma excelente forma de entrenimento, mas também uma reflexão sobre o que somos e o qual o sentido de tudo o que queremos, fazemos e desejamos.

Veja sem medo de ser feliz!

A segunda temporada já estreou e pretendo falar sobre ela em breve por aqui.

TRAILER


FICHA TÉCNICA
True Detective - 2014 - 52 min. (episódio) - EUA - Drama/Ação/Polícia/Fantasia
Direção: Cary Joji Fukunaga
Roteiro: Nic Pizzolatto
Elenco: Matthew McConaughey, Woody Harrelson, Michelle Monaghan, Michael Potts, Tory Kittles, Kevin Dunn, Alexandra Daddario
Site Oficial: http://www.hbo.com/true-detective

4 de janeiro de 2010

Com sono ou cervejado?

Domingo, trabalhei igual a burro. Na verdade, nunca trabalhei tanto na minha vida. Tudo bem, pobre tá ai pra sofrer mesmo. Talvez seja a sina, igual a fila (e brasileiro adora uma!). Trabalhar, não ganhar lá essas coisas, ficar cansado, estressado, não aproveitar as coisas boas da vida e quando se olhar no espelho, 50 anos depois, já foi.

Me lembro do filme Antes de Partir e daquela lista de "coisas a serem feitas antes de morrer". Pra quem tinha o dinheiro do personagem de Jack Nicholson, fica fácil. E pra quem ganhou na Mega da Virada também...ou não?

Revendo algumas fotos, me lembro que essa busca pelos milhões e cifrões não fazia parte do sorriso fácil e sincero (de quase todos) que estavam naquelas fotos que olhei. Por mais que nossas vidas sejam difíceis, complicadas, sempre tem alguém que vem e nos mostrar o quão babaca somos de ficar reclamando, certo?

12 de outubro de 2009

Os Seminovos - Marcha dos Mortos

Se você ainda não conhece os caras não sabe o que está perdendo!

Esqueça o que você viu no Faustão e procure no YouTube. Lá não tem cortes!

A banda foi criada por Maurício Ricardo, criador do Charges.com.br, roqueiro de carteirinha que tem como principal projeto musical Os Seminovos.

Formada por Neto Fog nos vocais; Neto Castanheira e Tchana nas guitarras e voz; e Maurício no baixo e voz, Os Seminovos são sucesso na web. Como milhares de visitas no YouTube e mais de 29 mil pessoas na comunidade principal do Orkut.

Com letras bem humoradas e também com um baita teor crítico aos políticos brasileiros, Os Seminovos trazem o melhor do rock nacional não só na suas letras mas com um som bem arranjado e de características únicas.

Mostro aqui a que pra mim ganhou a minha preferência. Antes, se vocês quiserem baixarem na faixa, as 33 músicas lançadas pela banda até o momento, é só clicar aqui.

Participe também da campanha que lancei na comunidade do Orkut clicando aqui. E também no Twitter

Ah, a música....veja aqui e no canal da banda no YouTube

"É o protesto das almas
Daqueles que se foram
Por falta do dinheiro da corrupção"


Letra aqui: http://migre.me/azY8L

31 de agosto de 2009

Raul Seixas - Gospel

No Fantástico ouvi o Zeca Camargo falando "...música nova do Raul..." - confesso que corri pra frente da TV e pirei! Falar de Raul Seixar é simplesmente resumir a história do rock nacional em uma frase: O Raul é foda!!!!!!!!!!

Canção composta em 1974 e censurada pela ditadura, "Gospel" foi ressussitada pelo produtor Marcos Mazolla, que guardou a gravação original e esperou a melhora na a tecnologia de edição de áudio para dar um "up" na música que foi tocada na novela global “O Rebu”, totalmente alterada.

Chamou Frejat, do Barão Vermelho para a concepção de um arranjo atual. O resultado é magistral! Baseada na música Working on the Building de 1960 do Elvis Presley.

Aproveitando os 20 anos da morte do Rei do Rock nacional, nada melhor do que esse presente aos que gostam do verdadeiro rock brasileiro.


"Por que que eu passo a vida inteira com medo de morrer?
Por que que os sonhos foram feitos pra gente não viver?
Por que que a sala fica sempre arrumada se ela passa o dia inteiro fechada?
Por que que eu tenho a caneta e não consigo escrever? (Escrever)"

Letra aqui: http://migre.me/azVzf

15 de agosto de 2009

Cake - Short Skirt/Long Jacket

Aproveitando o post sobre a série, tá ai uma das mais bacanas e viciantes aberturas de série. E também a versão completa com a letra do Cake (com cenas do programa). Enjoy...or not :D


Chuck Opening Theme


Cake - Short Skirt/Long Jacket

"I want a girl who gets up early, (gets up early!)
I want a girl who stays up late, (stays up late!)
I want a girl with uninterrupted prosperity,(uninterrupted!)
Who uses a machete, to cut through red tape."

Letra aqui: http://migre.me/azSYn

Resenha | Chuck

Me considero um nerd. Ok, um geek vai. Sim, gosto de tá no meio da bagunça. Mas melhor ainda era a sensação de ter as melhores notas da sala no meio dos tranqueiras.

Ao ler sobre Chuck, série que aguarda sua 3ª temporada, confesso que não botei muito fé não. Pois parecia mais uma série que pegaria o esteriótipo do nerd pra fazer mais uma coisa sem conteúdo Mas ao assistir o primeiro episódio, foi amor a primeira vista. Os amores assim são perigosos pois as decepções podem ser desastrosas. Para os que gostam de séries, acham que já passaram por isso. Descobrir aquela série, aquela história, aqueles personagens, e alguns episódios depois a decepção é muito grande. Seja pelo cancelamento prematuro, roteiro que se perde, saída de personagens, mudança de horário.

Mas com Chuck não foi assim. Ainda bem pois tenho vários motivos, bons, para falar sobre ela.

Chuck Bartowski (Zachary Levi) é um cara comum que trabalha na Nerd Herd, divisão de informática do grupo Buy More (um Wal-Mart da vida). Depois de ser expulso da universidade de Stanford, acusado pelo seu "melhor amigo" Bryce Larkin (Matthew Bomer) de colar nas provas, é um cara que vive em dúvidas com relação ao seu futuro.
Mas ele tem em Morgan Grimes (Joshua Gomes), seu fiel escudeiro, um incetivador que sempre está ao seu lado (principalmente nas roubadas). Também temos a irmã de Chuck, Ellie (Sarah Lancaster) e seu noivo Devon "Awesome" Woodcomb (Ryan McPartlin) que tenta amenizar a todo custo a decepção de ter saído da faculdade incentivando a busca de seus sonhos e também na vida amorosa.

Ao chegar em casa em um belo dia, Chuck recebe um e-mail de seu ex-amigo Bryce, bloqueado com um código que eles criaram nos tempos de universidade. É ai que começa a brincadeira.
Bryce era um agente da CIA que tentou proteger os maiores segredos não só da CIA, mas também da NSA (outra agência americana). Esses segredos estavam todos guardados em um super computador chamado "Intersect". No e-mail, esses segredos todos estavam criptografados nas dezenas de imagens que vão para no cerébro de Chuck!

Antes que você julgue a premissa, saiba que essa é uma das melhores séries dos últimos tempos! Pelo menos pra mim. :D

Quando o governo descobre onde foram parar os seus maiores segredos, são designados dois agentes, um de cada agência, para proteger o novo "Intersect" - o Major John Casey (Adam Baldwin) pela NSA e Sarah Walker (Yvone Strahovski) pela CIA.
O lance é o seguinte: toda vez que Chuck vê algo relacionado à algum segredo, seu cerébro "aciona" tudo com relação ao assunto disparado pelo "Intersect" por meio de flashes. Rostos, palavras, objetos, qualquer coisa pode causar um flash e encrenca para Chuck. Vendo que não será possível se desfazer (leia matar) o novo "Intersect, Casey vai trabalhar na Buy More, vira vizinho dos Bartowski e Sarah vira a "namorada" e trabalha em frente a Buy More onde no porão guarda o "QG" dessa equipe inusitada. Assim podem protegê-lo.

O grande trunfo da série é mostrar as situações mais absurdas de forma inteligente e engraçada. Você termina um episódio querendo já assistir outro e as situações que se desenrolam são empolgantes. Chuck precisa aprender a ser um espião, mas protegendo seus amigos e familiares para que assim possam ter suas vidas preservadas.

O primeiro ano é muito bom e vai crescendo de forma muito bacana até o seu final que dá o gancho perfeito para um segundo ano simplesmente sensacional!!!! E para quem acompanhou espera ansiosamente um terceiro ano fenomenal.

É inevitavél a não identificação com Chuck. Um cara que não sabe o que esperar do futuro e que é jogado num mundo desconhecido sem prévio aviso. As suas decisões tem que ser tomadas em pró do bem maior, muitas vezes tendo que deixar de lado o seu interesse. Tudo o que ele faz é para proteger sua irmã e cunhado e claro, seus amigos da Buy More.

E esse personagens secundários são do caralho!!! Além de Morgan, que se não bastasse ser o melhor amigo de Chuck é o porta-voz do amigo e quem cobre todas as saídas durante o expediente para as missões do novo espião, a equipe Buy More é a veia cômica do programa. Temos o Big Mike (Mark Christopher Lawrence) que apesar da aparência de tirano, só que o melhor para seus funcionários. Lester (Vik Sahay) e Jeff (Scott Krinsky) que são doidos de pedra e sempre querem tirar vantagem de tudo. Anna Wu (Julia Ling) é o amor de Morgan e atual namorada. E Emmett Milbarge (Tony Hale) que é o novo sub-gerente da loja que pretende infernizar sempre a vida dessa turma.

Isso sem contar as participações especiais. Entre os nomes temos Dominic Monaghan (Trilogia Senhor dos Anéis), Jordana Brewster (Velozes e Furiosos), Arnold Vosloo (A Múmia, Chevy Chase e outros tantos. Quase um novo Friends (que teve participações de quase todas as "estrelas" de Hollywood).

Sempre mantendo o perfeito equilíbrio entre a comédia, o drama e a ação, Chuck mostra como um nerd que sabe muito bem fingir ser cool para no dia seguinte ir trabalhar!!! Mas ai ele descobre que é muito mais que isso.

Com o terceiro ano vindo ai, muitos se perguntam o que aquele "Guys, I know kung-fu." significa. Não sai da minha cabeça. Para quem não viu ainda corra atrás. Você não sabe o que tá perdendo.

Avaliação do Alter Ego:


Trailer (Primeira Temporada):


Ficha Técnica
Chuck
Elenco: Zachary Levi (Chuck Bartowski), Yvone Strahovski (Sarah Walker), Adam Baldwin (Major John Casey), Joshua Gomes (Morgan Grimes), Sarah Lancaster (Ellie Bartowski), Ryan McPartlin (Devon "Awesome" Woodcomb), Mark Christopher Lawrence (Michael "Big Mike" Tucker), Vik Sahay (Lester Patel), Scott Krinsky (Jeffrey "Jeff" Barnes), Julia Ling (Anna Wu), Tony Hale (Emmett Milbarge), Bonita Friedericy (General Diane Beckman), Matthew Bomer (Bryce Larkin)
Exibido no Brasil por: Warner Channel
Temporadas: 03 (em andamento)
Site Oficial: http://www.nbc.com/Chuck/



12 de agosto de 2009

Globo x Record


Não é de agora que a acirrada disputa pela concorrência vem fazendo vítimas. De tempos em tempo o telespectador brasileiro é sujeitado (muitas vezes por culpa dele mesmo) as mais variadas baixarias.

O monopólio da Globo nunca foi segredo para ninguém. E tendo sempre Silvio atrás, bem atrás.

Não voltarei muito. Tivemos as brigas do reality shows, a briga das novelas, a briga pelas "estrelas". O SBT parece que se conformou e deixou a Globo durante um tempo quietinha lá na liderança.

Só que correndo por fora vinha a Record. Era engraçado quando morava na Freguesia do Ó, sempre passava perto dos estúdios da Barra Funda e não imaginava na época o incomodo que aqueles galpões iriam causar algum tempo depois.

Confesso que a minha atração pela Record veio com "Arquivo X". Na verdade, as séries que a Record trazia sempre chamaram (e ainda chamam mesmo com a mancada com "Heroes") minha atenção. E vinham filmes. E vinham "estrelas".

Foi ai que Silvio vê o Bispo passando por fora e tomando o seu lugar. E ai tudo começa de novo. Brigas do reality shows, a briga das novelas, a briga pelas "estrelas". Só que dessa vez, a toda poderosa estava perdendo!!!

Fiz esse breve resumo da recente história da TV brasileira para mostrar que o negócio agora está tomando proporções muito, mas muito perigosas. O fator religião no Brasil é muito delicada. Porque depois de ouvir (pois estava na frente do PC) ontem as gravações no" Jornal Nacional", meu primeiro pensamento foi: "Fodeu!!!"

Independente do que fazem ou não os donos da concorrência com o dinheiro (dízimo?) dos fiéis, a perda de audiência justifica 10 minutos de matéria no maior jornal televisivo do país?

Sim, os fatos serão apurados e as denúncias registradas. Mas após o uso de seu maior jornal, o "Jornal da Record", para dar a "resposta" que lhe era de "direito", foi o estopim para uma briga que com certeza não acabará apenas no índices do Ibope.

A real é que a TV aberta a muito não tem coisas interessantes para oferecer. Como citado acima, pouca coisa do que é trazido de fora, e algumas produções nacionais que de tempos em tempos mostram o taleto dos poucos que tentam fazer algo bacana.

Mas a massa prefere o barraco da novela das 08 que sempre começa as 21:00hs.

O único motivo que me fará ficar atento a esse "barraco real" é um só: a crença, independente qual seja a sua, é uma coisa muito séria e delicada de se mexer. Vamos esperar pra ver.

17 de junho de 2009

Resenha #004 | Californication (idem, 2007)

Como o Fox Mulder virou um tranqueira?



Eu ia esperar para assistir a segunda temporada mas não resisti: Californication se tornou com toda certeza Top 10 na minha lista de séries favoritas.

Confesso que o interesse pelo seriado veio por conta de seu nome. Para quem não conhece, o programa leva o mesmo nome do sétimo álbum da banda Red Hot Chili Peppers (que me desculpem a expressão, é do CARALHO!!!).

Depois, a presença do ator David Duchovny, o eterno Fox Mulder que acompanhei em alguns dos nove anos de Arquivo-X (The X-Files, 1993). As primeiras matérias que li sobre Califonication mostravam uma proposta que reúne vários elementos bacanas. E ver Mulder sem terno e gravata ia ser interessante.

A série conta a história de Hank Moody (David Duchovny), escritor que está em crise de abstinência literária que após seu one hit wonder, busca inspiração para o seu novo romance. Em meio a mudança de ares, por conta da adaptação de seu livro em filme (já vimos isso em algum lugar?), Hank tenta criar sua filha adolescente Rebecca (Madeleine Martin) e a reconciliação com sua ex-namorada, Karen (Natascha McElhone).

Hank busca evitar a sua "californização" durante todo o desenrolar da história. Culpa a cidade nova por todas as "tragédias" de sua vida atual. Em tempo, a mudança foi de Nova Iorque para Los Angeles.

Com a ajuda de seu agente e amigo, Charlie Runkle (Evan Handler), Hank tenta a reconciliação com o talento natural que é escrever.Mas ele tem um pequeno vício, o sexo. Mesmo amando Karen, ele não resiste as mulheres que cruzam seu caminho e sempre acaba na cama com elas.
É ai que a coisa complica.

Ao encontrar Mia (Madeline Zima) em uma livraria e descobrir que ela é uma fã, o inevitável acontece. Mas para a surpresa de Hank, Mia é filha de Bill (Damian Young), noivo de Karen e tem apenas 16 anos!!!!!!!!!!!! Tal acontecimento leva-o a questionar se realmente vale a pena ter todas as mulheres e perde a única que ele realmente ama.

Com essa introdução, a série desenrola acontecimentos dos mais bizarros e engraçados, sempre de maneira muito inteligente e ágil.Mesmo com todo o mal caratismo de Hank, sempre nos pegamos torcendo por ele. Ele ama Karen, mesmo andando pela tortuosa estrada regada a álcool, drogas, sexo e rock n' roll.

A demostração de como somos pegos por nossas próprias contradições e a sinceridade em reconhecer os erros e lutar para consertá-los, mesmo sendo às vezes em vão, é um dos pontos altos do seriado. Fica sempre a sensação de que Hank só quer ser feliz. Mas ao invés de ficar chorando e se lamentando por sua paixão pertencer a outro, ele vai bagunçar.

E nesse vai e vem muito louco, a série consegue te prender como poucas.

O humor da série é ácido. Não espere palavras bonitas. Se você é daqueles que preferem as novelas da Globo, passe longe.

Agora se você gosta de histórias bem contadas, bons dialógos, bom humor, uma pitada de drama e excelentes atuações, Californication vai te conquistar.

Ficha Técnica:
Nome: Califonication
Elenco: David Duchovny (Hank Moody), Natascha McElhone (Karen van der Beek), Evan Handler (Charlie Runkle), Madeleine Martin (Rebecca Moody), Madeline Zima (Mia Lewis), Pamela Adlon (Marcy Runkle), Rachel Miner (Dani California), Damian Young (Bill Lewis)
Exibido no Brasil por: Warner Channel
Temporadas: 03 (até o momento em que essa resenha foi escrita)
Site Oficial: http://www.sho.com/site/californication/home.do



15 de junho de 2009

Resenha #003 | CQC (Custe O Que Custar) (2008)

Vida inteligente na TV brasileira, sobrevive?

Citando com referência o slogan do programa Altas Horas de meu xará Serginho Groisman me fiz essa pergunta ao me dispor falar sobre uma das poucas gratas surpresas da TV brasileira em tempos: o CQC.

Alguns podem torcer o nariz, outros até concordar, mas esse é o programa que está buscando fixar na mente do público brasileiro o chamado “humor inteligente”. Mas concordando com a colocação de Marcelo Tas, hoster do programa em entrevista a Rolling Stone do mês de dezembro de 2008, não existe tal definição. Humor é humor.


Mas voltemos um pouco.

O CQC é uma produção da Eyeworks-Cuatro Cabezas que é, pasmem, da Argentina!!! O programa lá tem mais de 10 anos de exibição e é líder de audiência. Tem suas versões também na Espanha, Itália e Chile que contam com inúmeras premiações.

Não é segredo para ninguém (apesar de fica
r nas entrelinhas) que a Band quis trazer o programa como uma forma de rivalizar com o sucesso do Pânico Na TV, programa da RedeTV, que vamos combinar já perdeu a graça faz tempo.

Como todo importado, buscou-se pela “nacionalização” do produto. E deu certo.
Contando com o já aqui citado Marcelo Tas, que para o mais velhos é conhecido como repórter Ernesto Varela e para o mais novos, como o Telekid, personagem do seriado Castelo Rá-Tim-Bum, ou o Professor Tibúrcio, do Rá-Tim-Bum, ambos da TV Cultura, o programa desponta como a nova cara do humor brasileiro.


Utilizando um roteiro agiu e a habilidade de Rafinha Bastos, stand-comedy de grande sucesso no YouTube, e Marco Luque, como “auxiliares” de Tas, o CQC surpreendeu com a proposta de um humor mais “inteligente” que seus concorrentes e o fator político muito presente nas pautas do programa.

Completam a trupe os “repórteres” Rafael Cortez, Danilo Gentili, Felipe Andreoli e Oscar Filho. Além de Rafinha Bastos que sai as ruas com o já bem-sucedido quadro “Proteste Já!”.

Talvez ai está o diferencial do CQC



Sim, temos o humor ácido e cara-de-pau bem comum aos programas do tipo. Sim, temos a tiração de sarro e a “cobertura” dos eventos mais badalados da fútil alta-sociedade (qualidade não só dá brasileira ainda bem).

Mas temos na questão política a grande força do programa, que começa a causar repercursão tamanho o sucesso do programa.

Além do “Proteste Já!” temos “CQC no Congresso” onde Danilo Gentili busca testar o conhecimento de nossos parlamentares. O “Fala na Cara” onde a cada semana um político é confrontado por uma pessoa que passa na rua.

O barulho causado por esses quadros é tamanho, que no Congresso Nacional foi feita uma petição para a proibição da entrada de Danilo ou qualquer um que represente o programa.

A repercussão também começa a afetar o programa de forma negativa. De uma idéia diária, por conta dos “custos operacionais” a atração virou semanal. Por conta da indicação etária, começa somente após as 22:00 horas. Além da várias ameaças, ou não, de processos contra o programa, ou seus integrantes.

Erros acontecem isso é fato. De exemplo temos o processo movido pelo grupo de atrizes pornô, o Sexy Dolls, num equivoco de Marcelo Tas ao se referir as atrizes como “prostitutas”. Causou a transição do programa de ao vivo para gravado.

Polêmicas a parte, é bem comum na TV brasileira a confusão nas definições dos programas nela exibidos. O CQC procura dar um enfoque jornalístico ao programa. As piadas e situações, no meu ver, são colocadas para que o contexto seja de fácil assimilação pelo grande público (mesmo já tendo ouvido reclamações de pessoas que não assistem pela grande quantidade de informações, por não conhecê-las).

A “censura” infelizmente está batendo a porta por conta dos últimos acontecimentos. Espero sinceramente que isso não acarreta na perca de qualidade do programa que tem como seu principal trunfo a espontaneidade.

O fato é que o programa, gravado ou não, é um sucesso. Ganhou em 2008 o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), o prêmio da Revista Contigo e o mais importante, o Troféu Imprensa de melhor Humorístico.

O sucesso no YouTube, grande canal da nossa geração, é tremendo. São milhares e milhares de acessos tanto para ver as reprises e spotlights do programa. Além de transformar os seus repórteres em verdadeiras celebridades. No Orkut as comunidades “bombam” e no mais recente canal da rede, o Twitter, tem inúmeros seguidores.

Sei que a correria é grande para nós que chegamos da faculdade cansados. Mas prestigie, tira a sua tia chata da frente da TV e veja algo que presta na TV brasileira.
Aproveita porque isso é raro, muito raro. Enquanto eles ainda sobrevivem.

Ficha Técnica
Nome: CQC – Custe O Que Custar
Exibido por: Rede Bandeirantes
Horários: Segundas-feiras a partir das 22:15