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26 de agosto de 2016

Seriado | Stranger Things (1ª Temporada)

Ou a melhor coisa que a Netflix fez em 2016?
Olha me atrevo a dizer, sem qualquer sombra de dúvida, que sim. Sim, temos muita coisa boa no catalogo da Netflix. Mas Stranger Things é um evento único, raro e de incrível qualidade que merece sim todo o hype que teve desde sua "estréia" no serviço de streaming mais famoso.

Em meio a uma fase, onde ao que parece, a cultura pop sofre de uma carência absurda de boas ideias, ou pelo menos ideias originais, nada como uma série que trás uma leva de homenagens mais do que escancaradas a uma das melhores décadas que foi o anos 80. A questão aqui é como isso é feito...e não poderia existir melhor exemplo de como usar bem o conjunto de referências e homenagens que essa década merece.

Todos nós que gostamos de cinema conhecemos o trabalho de caras como John Carpenter, Steven Spilberg e Stephen King com seus clássicos e sua influência criativa que percorrem os anos. Filmes como ET, Os Gonnies, O Iluminado, Poltergeist, Alien, Conta Comigo...a lista é tão extensa que em alguns momentos fiquei até meio que perdido (no bom sentido) em meio a tanta empolgação.
A criação dos irmãos Matt e Ross Duffer, comprova que quando a nostalgia é aliada a uma boa dose de qualidade, o resultado é incrível! A série não disfarça em nenhum momento a sua declaração de amor ao que foi e o que representa os anos 80. E esse ainda não é o maior e melhor trunfo da série!

Vamos falar sobre o enredo...

A história se passa no ano de 1983, onde somos apresentados a fictícia cidade de Hawkins, Indiana e ao grupo de amigos que vai ser o fio condutor da história. Mike (Finn Wolfhard), Dustin (Gaten Matarazzo), Lucas (Caleb McLaughlin) e Will (Noah Schnapp) são aquele grupo de amigos inseparáveis e que estão vivendo suas desventuras daquela fase pré pré-adolescência.
Jogando RPG, andando de bicicleta e se divertindo como crianças normais se divertem. Mas o desaparecimento de Will, muda não só a rotina do grupo, mas como de certa forma irá afetar toda a cidade. À partir desse evento, a série vai acompanhar duas linhas de investigação sobre o sumiço de Will.

O agora trio, vai atrás de rastros e vestígios que indiquem o paradeiro do amigo que sumiu sem deixar nenhum rastro. E somos apresentados aos adultos da história, que à partir do aviso da mãe de Will, Joyce (Winona Ryder) ao chefe de polícia da cidade, o delegado Jim Hopper (David Harbour) dá início a busca em larga escala, que mobiliza a pequena cidade.

Afinal de contas, onde está Will Byers?
Joyce, em sua investigação particular, começa a perceber que algo de diferente está envolvido no sumiço de seu filho. Assim como o delegado Hopper, que descobre coisas além de sua jurisdição. Durante esse processo, as linhas de investigações do grupo de crianças e dos adultos acaba se cruzando eventualmente, criando até mesmo um terceiro grupo, ou dupla, formada pela irmã de Mike, Nancy (Natalia Dyer) e o irmão de Will, Jonathan (Charlie Heaton) dos quais não falarei os detalhes para não estragar nada da surpresa.

Entre as visões mais fantasiosas (ou realistas?) dos garotos, o sumiço do amigo ainda ganha um elemento mais intrigante para a história. Em uma das buscas pelo amigo, eles encontram uma garota que apenas se nomeia como Eleven/Onze (Millie Bobby Brown) e que eles apostam que tem algum envolvimento no desaparecimento de Will.
Mas como provar isso? Como extrair informações dela? Quem é essa garota misteriosa? Ela tem algo a ver de fato com o sumiço do amigo deles?

Todas essas perguntas tem suas respostas, apresentadas de uma maneira muito peculiar e em uma narrativa que não cansa em nenhum momento e que constroem os maravilhosos 08 episódios dessa série que se tornou, com todos os méritos sucesso não só de crítica, mas de público.

É preciso registrar também que nada disso daria certo se o elenco não fosse primoroso. Mas é preciso destacar dois pontos: as atuações de Winona Ryder e Millie Bobby Brown. Entre a mãe esperançosa e aflita e a menina misteriosa que fala quase sempre com o olhar, o show proporcionado pela veterana atriz que se arrisca pela primeira vez na TV e a garotinha novata, que está tendo seu primeiro papel de destaque, são os pontos chaves não só para a trama, mas para o sucesso da série.
David Harbour também manda muito bem como o delegado traumatizado e humano em meio as incríveis revelações que se apresentam e o trio de amigos interpretado por Finn Wolfhard, Gaten Matarazzo e Caleb McLaughlin, também são uma grata surpresa.

A série se preocupa até mesmo com os pequenos coadjuvantes mandam bem e em algum momento, terão o seu momento na tela, como o "coadjuvante de luxo" Matthew Modine, que interpreta o misterioso Dr. Martin Brenner e os adolescentes da trama, que em meio ao clima "Clube dos Cinco", se apresentam bem quando são chamados ao foco da trama.
Bom, se você ainda não viu, faça-se esse favor e assista Stranger Things. Seja pela nostalgia que sempre irá (re)conquistar nossas mentes e corações, seja pelo roteiro bem escrito e muito bem amarrado em cada episódio.

Seja pela direção muito acertada, não só homenageando os renomados diretores citados no começo desse texto, mas servindo o espectador como muito qualidade própria em todos os episódios. Ou pelas atuações incríveis e precisas do seu elenco, Stranger Things é um grandessíssimo acerto da Netflix e que agora só deixa a ansiedade pela continuação dessa história para uma já confirmada segunda temporada.

Avaliação do ALTER EGO:






TRAILER:
FICHA TÉCNICA:
Strangers Things - 2016 - 60 min./08 episódios - EUA - Drama/Suspense/Ficção Científica
Direção: Vários
Criado por: Matt Duffer e Ross Duffer
Roteiro: Vários
Elenco: Winona Ryder, David Harbour, Finn Wolfhard, Millie Bobby Brown, Gaten Matarazzo, Caleb McLaughlin, Natalia Dyer, Charlie Heaton, Matthew Modine, Joe Keery
Site Oficial: https://www.netflix.com/title/80057281

21 de junho de 2016

TV | Doodle Homenageando 45 anos da primeira transmissão de Chaves

Ontem, dia 20/06, o Google prestou uma bela homenagem...
...ao 45º aniversário da transmissão do primeiro episódio daquele que viria a se tornar um dos maiores sucessos da TV na América Latina, e porque não, do mundo!

A criação de Roberto Gómez Bolaños, que começou como uma esquete no programa Chespirito. E graças ao sucesso, em 1971, Bolanõs resolveu dar vida a vila mais mais famosa de todas!

Bom, o resto é uma história que todos conhecem! E nada mais do que merecida essa homenagem do Google.

O doodle mostrando Quico, Chiquinha Pópis e Chaves fazendo mais uma de suas trapalhadas ficou o dia inteiro no ar e você aqui embaixo:
45º aniversário da primeira transmissão de Chaves


E para aqueles que ainda não assistiram, olha o episódio ai (aproveitando enquanto está no YouTube).

Boas risadas!


EM TEMPO:
E nada mais justo do que, mesmo depois de alguns dias, deixar aqui a minha homenagem ao professor Lingui...digo, o professor Girafales. Rubén Aguirre, que por anos nos ensinou tantas e tantas lições através de sua interpretação como o professor mais engraçado que a TV jamais verá, nos deixou no último dia 17, aos 82 anos.

Fica as lembranças das risadas, que essas, estarão sempre eternizadas.

Obrigado, querido professor!




Viva ao Chaves!



12 de maio de 2016

Nada Surf - Inside Of Love

Todos que me conhecem sabe o quanto...
...curto essa série marota chamada How I Met Your Mother. E sim, ao contrário das outras mancadas que venho dado comigo mesmo e esse singelo blog, estou revendo a série de novo pra escrever uma puta post (puta post
E enquanto isso, vou postando algumas referências (você ainda não viu na série Sobre How I Met Your Mother? Vai aumentar em breve hein...) e músicas fodas!

A primeira, apesar do clima melancólico, é uma daquelas que na verdade trazem uma ponta de esperança sobre o futuro, que muitas vezes pode parecer sombrio e tenebroso, mas que guarda tanta coisa boa, que nem fazemos ideia.

O Nada Surf é uma banda de Nova York, com mais de 20 anos de carreira e Inside Of Love faz parte do disco Let Go, lançado em 2002.

Curte ai:

"I wanna know what it's like
On the inside of love
I'm standing at the gates
I see the beauty above"
Letra completa aqui.



24 de março de 2016

Demolidor (2ª Temporada)

Escrever sobre algo que você gosta é algo...
...bem simples e fácil quando você encontra as palavras corretas. Engraçado, mas ao mesmo tempo, é uma complicação colocar essas palavras em ordem de uma maneira coerente e compreensível. Mas esse conflito de sentimentos para escrever sobre algo que você admira, muitas vezes tem que passar pelo filtro inevitável da imparcialidade. É escrever é algo que gosto pra caramba!

Ao escrever a resenha da primeira temporada de Demolidor (Daredevil, 2015) tinha a certeza de que a série tinha se consolidado já na história da TV mundial por dois fatores:
1 - era a primeira parceria entre Marvel e Netflix e por isso, um marco para ambas as empresas que tiveram colhões de entregar algo realmente de qualidade aos fãs, tanto do personagem quanto daqueles que gostam de séries de qualidade;
2 - era a certeza de que a série havia se tornado ali, a melhor coisa já feita baseada em quadrinhos na TV.

Logo, a expectativa para a segunda temporada era alta e porra, como superar aquilo? Bom, consigo afirmar, com toda a certeza, que não só essa nova temporada superá em muitos fatores a primeira temporada, mas também entrega material para que o futuro televisivo da Marvel com a Netflix esteja cada vez mais consolidado.
Claro, nem tudo são flores, e assim como no primeiro ano, temos alguns pontos falhos e alguns momentos arrastados durante alguns episódios. Mas falo sobre eles logo a seguir. É importante salientar que essa temporada, apesar de ter a mesma quantidade de episódios que a anterior (13), se apresenta muito mais complexa e com arcos que destacam as novidades dessa temporada: Frank Castle, vulgo Justiceiro (excepcionalmente interpretado por John Berthahl) e Elektra Natchios (interpretada pela bela e esforçada Élodie Yung).

Já aviso aos que não assistiram a temporada, que existem alguns spoilers no texto que se segue, então...siga por conta e risco ok?

Mas a segunda temporada não só adicionou "coadjuvantes" de luxo, mas como também tratou seus "titulares" com muito respeito. E a maior favorecida nesse tratamento foi Karen Page (Deborah Ann Woll, mandando muito bem) e as liberdades que os roteiristas tiveram em transformar ela em uma personagem muito mais relevante que sua contraparte nos quadrinhos. Foggy Nelson (Elden Henson, sempre competente) também teve um destaque, sendo até o protagonista em alguns episódios em que a série flerta com mundo dos tribunais, de forma muito bacana. Outro ponto a favor da temporada, já que nos quadrinhos, esses dois mundos são parte do conflito constante do nosso herói.
A temporada pode ser resumida em duas palavras: manipulação e aceitação. Essa segunda serve muito para Matt Murdock (Charlie Cox, mais uma vez arrebentando) consiga enxergar (sem nenhum trocadilho com a condição do personagem, ok?) que a sua verdadeira vocação, por mais que o conflito ainda exista em uma dose muito menor do que na primeira temporada, é mais como o vigilante de Hell's Kitchen do que como o advogado da Nelson & Murdock. E todos os episódios de certa forma vão lembrando isso a ele.

Não existe mais tempo no roteiro a se perder com o mote do primeiro ano que foi a descoberta da jornada do herói. O Demolidor já é o Demônio de Hell's Kitchen e suas ações já são conhecidas pela população, civil ou criminosa. E esse é um trunfo impagável do roteiro, que entrega no começo da temporada, um herói mais certo de si. E por isso seu embate com Frank Castle se torna tão emblemático. "Você os acerta e eles se levantam. Eu os acerto e eles continuam caídos." - Castle deixa claro que não está nessa para ser um exemplo e fará o possível para buscar sua vingança contra todos aqueles que são criminosos e em especial, aquele que matou sua família.
A adição do Justiceiro no mundo do Demolidor, literalmente traz para a série a questão: até onde as suas ações são eficazes? Os embates, tanto verbais - que soariam chatos não fossem a qualidade dos atores envolvidos - quanto físicos, são poderosos e impactantes. E ai, a série entrega os melhores episódios que uma série de super-herói poderia ver. Na verdade, a qualidade do primeiro arco da temporada é tão poderoso, que será uma grande injustiça se as premiações não se lembrarem deles.

Com outra cena épica no terceiro episódio, os primeiros episódios funcionam quase que como, se isolados, um spin-off do Justiceiro. E isso funciona muito bem. Duvido que a Netflix não começará os trabalhos para entregar esse spin-off completo após essa temporada. É esperar para conferir!

Ação, coreografias bem feitas, roteiro afiado, atuações pontuais. são quatro episódios fantásticos. E após isso, a série começa a arriscar em seu próprio mundo com a introdução de Elektra, uma das personagens mais importantes no mundo do Demolidor nos quadrinhos. À partir desse ponto, temos a divisão do segundo ato em apresenta-la e introduzi-la nesse mundo e a busca das respostas que o Justiceiro precisa para continuar sua buscar por vingança. E a exceção de alguns, dos já citados,  momentos arrastados, a qualidade não caí em nenhum momento.
Elektra mexe com Matt, que se vê com sentimentos do passado que uma vez não deveriam estar ali mais. Stick (Scott Glenn, sempre competente) tem um destaque nesse arco, por descobrirmos que ele de certa forma, é o ponto em comum entre o quase casal. E enquanto o advogado parte em uma investigação junto da ninja para descobrir os planos de uma organização denominada "The Hand" (A Mão, na tradução do Netflix, mas nos quadrinhos por aqui, é conhecida como Tentáculo), as coisas vão se mostrando cada vez mais complexas e fora do "normal". Um fora do "normal" que flerta com o místico e o sobrenatural, uma novidade para a série e dando uma dica do que virá no futuro.

É nesse ponto que a série quase periga em cair de nível, mas o equilíbrio com o arco do Justiceiro é o que salva. Arco esse que traz uma grata e impactante surpresa: a volta de Wilson Fisk (Vincent D'Onofrio, espetacular como na primeira temporada), vulgo O Rei do Crime, onde se mostra ainda tão poderoso quanto o tempo em que estava nas ruas. Uma ameaça que se mostra constante e que, em mais duas das cenas épicas dessa temporada, mostra aos heróis dessa história que o seu poder é muito maior do que até ele mesmo imaginava. Poder de influência, manipulação e comando que deixa o alerta mais que ligado, principalmente em Murdock.

Como disse acima, a palavra aceitação é algo que sempre está presente nessa temporada. Com destaque para a mudança de atitude de Karen Page, que agrega em muito a esse mundo, onde, como já provado pela série "irmã", Jessica Jones, as mulheres do universo Marvel/Netflix são fortes, independentes e conseguem se virar em meio ao caos de suas vidas. As oportunidades criadas com a evolução da personagem, são enormes e com certeza farão muito bem nas eventuais (e inevitáveis) temporadas futuras.
Fica o destaque para um ponto que poderia acabar com a temporada, mas foi tratado de forma simples, mas bacana: o triângulo amoroso entre Page, Murdock e Elektra. A aceitação de sentimentos e verdades fica mais uma vez claro nesses momentos onde, a fragilidade e complexidade desses personagens fica escancarada para o espectador.

Outro exemplo de aceitação sobre o seu papel nesse "novo mundo" de heróis, é vivido pela enfermeira Claire Temple (Rosário Dawson, sempre mandando bem), que aceita que ela é a ajuda que esses que lutam nas ruas precisam quando não há mais ninguém para dar esse suporte. Como se fosse um ponto de encontro entre as séries - Demolidor, Jessica Jones e Luke Cage - Temple se mostra também no mesmo molde de mulher forte e capaz que a Marvel trouxe para seu mundo com a Netflix.

Foggy, que ainda é o alívio cômico da série, percebe que deverá (e conseguirá) andar com as próprias pernas, aceitando que é um excelente advogado - em outra das cenas marcantes da temporada - uma vez que seu parceiro de advocacia faz uma escolha clara em continuar levando em frente o manto do Demolidor. E ele acaba fazendo também parte do link entre a vindoura série do Punho de Ferro, Jessica Jones e Luke Cage, quando aceita a contratação pelo escritório de Jeri Hogarth (Carrie Ann-Moss, que foi uma terrível coadjuvante em Jessica Jones, aqui em uma ponta).
E assim, com muitas cartas na mesa, e outras várias na manga, Demolidor evolui de uma maneira incrível. Dando bagagem aos seus personagens principais e coadjuvantes para encontrar o equilíbrio perto da perfeição na futura terceira temporada, pois é fato que o final da temporada se mostra um pouco apressado. O roteiro em três ou dois episódios acaba por "enrolar" por demais. Enrolação essa que fez uma única vítima em relação a aceitação do público, que foi a Elektra de Élodie Yung. Coincidentemente, esse problema também foi sofrido por Jessica Jones. Será que 13 episódios é muita coisa? Mas de qualquer forma, não é nada que venha a estragar a experiência e a temporada.
Como saldo final, Demolidor se consolida como a série a ser seguida por todas as tentativas de se fazer uma série de TV, baseada em quadrinhos, de forma excelente e competente. Resta esperar, ansiosamente por uma, se não ainda confirmada, certa terceira temporada no mesmo, ou alcançando o nível de perfeição que quase foi alcançada nessa temporada.

AVALIAÇÃO do ALTER EGO:
(Excelente)

TRAILER 1:


TRAILER 2:


FICHA TÉCNICA:
Demolidor (Marvel's DareDevil) - 2015 - 52 min. (episódio) - EUA - Drama/Ação/Polícia/Fantasia
Direção: Vários
Roteiro: Vários
Elenco: Charlie Cox, Elden Henson, Deborah Ann Woll, John Berthahl, Élodie Yung, Rosario Dawson, Vincent D'Onofrio, Scott Glenn
Site Oficial: http://www.netflix.com/



19 de fevereiro de 2016

Sobre How I Met Your Mother #002



E eis a maior lição que Ted Mosby aprendeu em sua história...sobre atitude, força do universo e lugares. =)

4 de janeiro de 2016

Jace Everett - Bad Things

Lá em meados de 2009...
...logo no começo desse singelo blog, escrevi sobre uma série chamada "True Blood" (aqui). Parei de acompanhar a série, ela acabou tem algum tempo já, e qualquer dia volto com ela, quando terminar (tem mais coisas na frente).

Mas um das coisas mais bacanas da série, com certeza foi a sua trilha sonora. A música de abertura da série era muito bacana e tinha o clima bacana que pelo menos o primeiro e segundo anos da série passava.

Jace Everett é um cantor country, natural de Evansville, Indiana, e que no primeiro disco lançado pela Epic Records em 2006 teve o tema da série que teve o reconhecimento somente com o lançamento da série. E é de se combinar que a música casa perfeitamente com o clima da série (quem assistiu sabe).

Música bacana, música que lembram coisas bacanas e que, bom, ouça ai e coloque na playlist...vai que...

"I don't know what you've done to me
But I know this much is true
I wanna do bad things with you"

Letra completa aqui.

Site Oficial: http://www.jaceeverett.com/


17 de dezembro de 2015

Jessica Jones (1ª Temporada)

Esperei alguns dias para falar de Jessica Jones...
...de uma maneira mais precisa e correta. E também esperei o hype, escapei de alguns spoilers e agora vai. Porque sim, a série, segunda da parceria Marvel/Netflix, mantém o excelente nível de qualidade que Demolidor (leia aqui o que falei sobre) entregou. E expande de uma forma única o universo da Marvel em seu mix entre TV e cinema.

Adaptada no mesmo clima realista da sua série "irmã", "Jessica Jones" (2015) no apresenta a essa investigadora particular, que, com o passar do episódios, vamos descobrindo ser uma super-heroína com uma aposentadoria forçada e que agora atua como investigadora particular na mesma Hell's Kitchen que o advogado cego. Mas, o seu passado, que é cheio de traumas e conflitos, acaba por retornar Jessica (a competente Krysten Ritter para o seu "destino".

Mas a série é muito mais do que uma super-heroína com traumas que precisa voltar a salvar o dia. Com uma ousadia que nunca foi vista antes em séries de super-heróis, a criadora Melissa Rosenberg (Dexter, pra citar um bom exemplo vai...) resolveu usar o pano de fundo da série para colocar questões muito mais adultas e sérias na série. Os traumas de Jessica são na verdade uma forma de conduzir a trama para algo além e muito mais ousado do que qualquer outra série fez antes: mostrar como os relacionamento abusivos são uma realidade cada vez mais presente na atual sociedade.
O clima é pesado e algumas cenas são o que tornam a série um divisor de águas na história recente da Marvel em suas adaptações, sejam no cinema ou na TV.

Não são precisos super-poderes ou dons especiais para entender que o que Jessica sofreu e sofre em parte da linha "atual" da série é consequência de um relacionamento que causou feridas nada fáceis de serem esquecidas e digeridas. Ai que está o maior trunfo de Jessica Jones: não ter medo de ser realista em mostrar essa faceta.

Feridas essas causadas por esse que é sem dúvida o vilão mais FILHO DA PUTA (desculpem-me os puritanos, mas irão entender quando assistirem a série) que a Marvel já teve, tem, ou terá em seu universo. Killgrave (interpretado magistralmente por David Tennant) é a síntese de loucura e insanidade que um vilão tem que ter, aliado a um carisma que quase engana o espectador. A culpa é a entrega com que Tennant se doa ao seu personagem e que com certeza integra o hall dos melhores vilões de uma história de todos os tempos.
Uma pena só, são os episódios que nada ajudam em nada na trama. Alguns personagens são totalmente descartáveis sim (pobre Carrie Ann-Moss, com uma personagem tão fraca) e os poucos coadjuvantes que se destacam, não tem o tempo necessário em tela que deveriam ter.

Como exemplos temos a melhor amiga de Jessica, Trish Walker (papel da bela Rachael Taylor) que funciona como um pendulo para nossa heroína e que graças a química bacana entre as atrizes, a amizade das duas se torna em muitos momentos o alívio que Jessica precisa em meio ao caos que vive. E temos também, o próximo da lista de séries da parceria Marvel/Netflix, Luke Cage (Mike Colter). Evitando entregar demais, a importância de Cage na história se concretiza já na primeira metade da temporada e com algumas pistas do que teremos na série que levará o seu nome no título.

Falando em pistas do futuro da Marvel na telinha, easter eggs e referências aos eventos dos filmes anteriores (mais precisamente os eventos de Os Vingadores), essas tem aos montes durante toda a temporada, mas confesso que não me liguei em muitas delas por não conhecer nada da personagem nas HQ's.
Fato é que a produção de Jessica Jones é quase impecável, com exceção de alguns efeitos um pouco apressados durante alguns episódios. A direção dos episódios de uma maneira geral, fica abaixo de Demolidor, mas não perde a mão urbana e mais realista que a Netflix tenta colocar como marca de suas séries com a Marvel.

O gancho para uma nova temporada existe e é fato que ela irá acontecer. Contudo, temos um evento maior envolvendo esses personagens que estão com o serviço de streaming. Os Defensores é a aposta máxima dessa parceria e ainda contarão com o já citado Luke Cage e Punho de Ferro e talvez essa segunda temporada venha somente após o lançamento dessas séries. Ou até para um pouco depois disso, já que uma série do Justiceiro já foi cogitada.
A parceria da Netflix/Marvel comprava ser mais do que acertada, contudo, Jessica só não se sai melhor pelo roteiro que se confunde um pouco e diálogos que poderiam ter sido melhor trabalhados. O que não tira os méritos da série e que merece a sua audiência pois com certeza é uma das melhores coisas que você vai assistir relacionada a uma super-heroína na TV.

TRAILER


FICHA TÉCNICA
Jessica Jones (Marvel's Jessica Jones) - 2015 - 60 min. (episódio) - EUA - Ação/Aventura/Drama
Direção: Vários
Roteiro: Vários
Elenco: Krysten Ritter, David Tennant, Mike Colter, Rachael Taylor, Carrie-Anne Moss, Eka Darville, Erin Moriarty, Wil Traval
Site Oficial: http://www.netflix.com/title/80002311




16 de dezembro de 2015

Sobre How I Met Your Mother #001


"Então sai do táxi, pronto para dizer aquilo. Pronto para explodir, e então...tudo desapareceu.
E foi isso. Naquele momento, eu não tinha mais raiva.
Percebi que Stella nasceu para ficar com Tony.
Crianças, se vocês acham que as únicas opções que têm são engolir a sua raiva ou jogá-la na cara de alguém, há uma terceira opção.
Vocês podem deixar de lado.
E só depois que fizerem isso é que acabará e poderão seguir com suas vidas.
E então, crianças, este foi o final perfeito de uma história de amor perfeita.
Só que não era a minha.
A minha ainda estava lá fora, esperando por mim."
- Ted Mosby no episódio 06 da 4ª temporada



6 de dezembro de 2015

Comic Con Experience 2015

Que todos sabiam que depois do sucesso que foi no ano passado...
...e a receptividade ao evento do ano passado (minhas impressões aqui) com certeza resultaria em um novo sucesso.

Ingressos comprados com antecedência, parceiros do Patotas Nerd dessa vez embarcando no barco e a suspeita foi comprovada: a CCXP 2015 é um sucesso.

Maior, mais organizada (apesar das reformas do lado de fora na São Paulo Expo) e muito, muito mais cheia! Talvez a diferença de dias (ano passado fui no domingo) tenha feito não ter noção do quanto estava cheio aquele lugar.

E a cultura nerd respira de maneira aliviada. A concretização de um sucesso como esse que está sendo a CCXP 2015 prova que já é possível retirar o "Experience" do nome pois o Brasil tem realmente uma Comic Con.

Vários estandes sensacionais, a destacar o da Warner, que trouxe os figurinos oficias do filme Batman vs. Superman e da série Arrow. Além de um destaque maior na feira, do que no ano passado. Curti pacas o estande da PiziiToys/Iron Studios, que me fizeram pirar nos colecionáveis.

O estande da Netflix também estava show e o Music Alley foi a melhor sacada do evento esse ano.

Uma das coisas estranhas foi o destaque menor que a galera do Omelete teve esse ano. Estão atuando mais como parte do evento do que "líderes" do evento, e eu achei isso bacana.

Como falei acima, o evento está maior e alguns problemas. Devido as reformas na parte externa da SP Expo, o deslocamento foi grande pra entrar no pavilhão. O calor era algo constante e os preços de algumas coisas estava além do normal.

Mas infelizmente é algo ocorre devido a diversos fatores que não entrarei em detalhes nesse post.

Até porque, estou aqui pra celebrar, junto com a milhares de pessoas que passaram hoje pela Comic Con e que perceberam que a cultura nerd é sim algo muito, mas muito incrível e que mesmo em meio a alguns problemas, o evento é algo que está consolidado no calendário nerd brasileiro.

Deixo você agora com algumas das fotos que tirei e dois vídeos que tentamos, com os brothers do Patotas Nerd, fazer para ilustrar esse post. Não deu certo nossa cobertura. A empolgação e as emoções foram maiores e não conseguimos fazer mais que esses dois vídeos (interrompido pela foto da família Goku...rs).

Ano que vem, estaremos lá de novo.
(clique nas imagens para ver em tamanho maior)













































 





























































Falta muito pra Dezembro de 2016?