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12 de junho de 2016

Filme | X-Men: Apocalipse (e um especial sobre os X-Men?)

Antes de mais nada queria esclarecer uma coisa: X-Men foi o que...
...me fez curtir quadrinhos. Sem pestanejar afirmo isso. Foi o quadrinho que me fez querer ler outras histórias, Foi o quadrinho que me fez perceber que tinha um mundo muito maior além das garras daquele cara com expressão de louco que se vestia de colam amarelo.
E desde o primeiro filme, de 2000, onde Bryan Singer apresentou de maneira muito bacana e competente os mutantes para o mundo do cinema, criei um carinho maior ainda por esses personagens, que com o reforço da série animada que feito um sucesso incrível nos anos 90, estava na lista de favoritos há tempos.

O segundo filme também mandou bem, tendo uma evolução natural no tamanho do filme e com uma importância inevitável na referência de adaptações. X-Men sempre tem como tema principal a aceitação e as discussões sobre intolerância e discriminação das minorias, e isso é muito bem feito nos dois primeiros. A Fox tinha feito o melhor negócio da sua história, e o sucesso fez com que a "mãe das crianças" começasse a mexer seus pauzinhos para que outros filhos tomassem vida na tela grande. O resto da história você já vem acompanhando e a Marvel é o que é hoje por conta desse sucesso.

Singer resolve então ficar só na produção, e ai que a merda está feita! A direção de  Brett Ratner no terceiro traz um novo ar, até que bacana, mas as escolhas do roteiro, revoltaram até mesmo aqueles que não conheciam as histórias nas quais os roteiros foram baseados. Para recuperar o prestígio da série, a Fox, que se encontrava em um beco sem saída, acha como solução contar a origem do mutante mais famoso de todos..
Como resultado? Uma merda de filme que se não fosse pelo carisma de seu interprete seria pior ainda. X-Men Origens: Wolverine (2009), de Gavin Hood, deveria servir para recuperar o prestígio dos mutantes, mas acaba por ser uma bomba ainda maior do que o terceiro episódio da série principal. Mas por sorte, em 2013, James Mangold salva a reputação de Logan trazendo um filme que faz jus a sua história e o legado até ali já criado por Hugh Jackman, realizando um segundo filme solo competente, com uma história que bebe bastante da grande série Wolverine, escrita por Chris Claremont e Frank Miller em 1982.

Mas, eis que chegamos ao ponto divisor de águas dos filmes do grupo. Antes do segundo filme do Wolverine, tivemos uma grata surpresa e que pra mim, junto com primeiro e o segundo filme da franquia, é um dos melhores. Singer volta para conta a história da Primeira Classe criada pelo então jovem Professor Xavier.
X-Men: Primeira Classe (2011) é um primor no seu roteiro, bem amarrado e que conta de maneira competente a origens dos lideres mais emblemáticos da franquia. Um reboot elegante e que, para os que conhecem a série, não ofende em nenhum momento. Com as adições de James McAvoy, Michael Fassbender e Jennifer Lawrence ao elenco, o filme atrai novos públicos e mostra que ainda havia esperança para a série (já que a sequência de Wolverine, viria só depois desse filme).

Um grande filme que coloca a série no caminho mais ousado que a série já teve. Em X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido (2014), tivemos o filme que consertou todas as cagadas da trilogia anterior (e do primeiro solo do Wolverine). Usar viagens no tempo para corrigir erros é algo comum nos quadrinhos, mas a forma como a adaptação da saga Dias de Um Futuro Esquecido, mesmo não me agradando a principal a escolha do Wolverine como personagem principal, mas mais uma vez o talento de Jackman salvou o filme.

Também foi muito legal ver a espécie de "passada do bastão" que houve entre a "antiga" geração e a nova geração de atores. E então, finalmente, era anunciado o filme que "encerraria" a nova trilogia e definiria de vez os novos rumos da franquia X-Men nos cinemas.

E em meio a negociações entre personagens (Guerra Civil) e um sucesso inesperado (Deadpool), esse filme deveria entregar o que prometeu. E infelizmente, isso não aconteceu por completo, mas de certa forma, mantém a qualidade na média da nova trilogia.
Mantendo a linha do tempo, que começou nos anos 60 no Primeira Classe, X-Men: Apocalipse (2016) se passa na década de 80. Sendo assim, a correção na linha do tempo se mostra mais do que acertada!

Bom, sobre o filme...já começo destacando a boa caracterização da década, mesmo que em poucos detalhes, foi uma boa caracterização. Mas vamos ao enredo: En Sabah Nur (Oscar Isaac) é o mutante original e depois de milhares de anos, acorda com o intuito de purificar a humanidade como uma nova ordem mundial. Claro que para isso, ele será o rei.

Para isso, ele buscará seus Quatro Cavaleiros e para preencheram essas posições recrutará Magneto (Michael Fassbender), Psylocke (Olivia Munn), Anjo (Ben Hardy) e Tempestade (Alexandra Shipp). Após tomar conhecimento do que estava por vir, o Professor Xavier (James McAvoy), busca mais informações com Moira MacTaggert (Rose Byrne) e com a ajuda de Raven (Jennifer Lawrence) irá reunir uma nova equipe de jovens X-Men para parar a nova ameaça.

À partir dessa introdução, somos apresentados aos novos rostos da nova franquia. Temos o retorno dos personagens que ficaram no caminho após o terceiro filme. Conhecemos então os novos rostos Scott Summers, Ciclope (Tye Sheridan), Jean Grey (Sophie Turner) e Kurt Wagner, o Noturno (Kodi Smit-McPhee). Juntos com Hank McCoy, o Fera (Nicholas Hoult) terão que aprender a controlar seus poderes e combaterem juntos a nova ameça.

Gostei bastante da introdução, principalmente do Noturno (que pra quem conhece os quadrinhos, ficou uma clima no ar...). As novas versões da Jean e do Ciclopes ficaram bacanas também, mesmo Tye Sheridan não ter tanto carisma assim.
O roteiro não entrega muitas surpresas. O mais incrível é que o material era muito rico. As comparações bíblicas, novamente a necessidade de aceitação e as discussões políticas sobre intolerância e discriminação das minorias traria muito mais conteúdo e peso para o filme. Não só se trata de um dos vilões mais poderosos e importantes e com certeza, mesmo que o filme ficasse mais longo, valeria a pena.

A troca pelos dramas pessoais (com exceção da virada do Magneto que deveria ter sido mais explorada, mas graças a atuação de Michael Fassbender, é aceitável) agregaria muito mais para a trama. Não existem surpresas. O "encontro" de Apocalipse com seus "cavaleiros" é sem sentido e não agrega em nada a trama. O final é previsível desde o começo e mesmo alguns pontos que sabemos que só serão resolvidos nos futuros filmes, a sensação é de que houve uma certa covardia no roteiro.

O impacto que os dois primeiros filmes dessa nova trilogia causaram, por inovações em uma história que parecia seguir um caminho triste (de ruim) como foi o final de O Confronto Final. E essa importância que a Mística teve, tá ficando feio já, pois sabemos que ela só se dá por conta do tamanho que o nome de Jennifer Lawrence tomou em Hollywood. Está a Fox errada? É pensando bem, acho que não.

Espero que outros caminhos sejam explorados. Um ciclo se encerrou nesse filme e é preciso seguir em frente.
Mas mesmo com essas falhas, esperava um filme pior. Ok, o vilão, mesmo sendo um dos mais interessantes da série, não se apresenta nem perto do que a sua contraparte no quadrinhos. Mas mesmo assim, é uma ameaça que assola o mundo inteiro. E essa grandiosidade não se apresenta no filme. O que é uma pena.

É bom saber que finalmente, uma história tão bacana como é a dos X-Men está de volta aos trilhos. O elenco salva o roteiro desses pontos. As novas adições, com destaque para Sophie Turner, parecem terem sido as corretas. Isso porque ainda tivemos uma Jubileu (Lana Condor) que se mandar tão bem quanto a caracterização, será sucesso garantido!
E claro que a participação do Wolverine no filme foi o mais puro fã service e um dos pontos altos do filme. E essa participação me deu grandes esperanças sobre o que esperar do filme solo sem censura. Brutal e sem dó, realmente tivemos um reboot de toda a série e todo o personagem. E o final da sequência da cena acaba se tornando bem emblemática com Jean "acalmando" a mente perturbada de Logan.

Assim como a cena do Mércurio (Evan Peters) que mostra que o personagem veio pra ficar na franquia e que é um dos grandes coringas (e a cena dele na mansão prova isso), tornando-se outro ponto alto.

No final das contas, X-Men: Apocalipse coloca de vez os pingos nos i's, entrega em definitivo a nova equipe ao público e prepara um terreno bem fértil para novos filmes. Deapool provou que um pouco de ousadia não faz mal pra ninguém. Mas mais do que isso, manter o nível é mais importante ainda. E com certeza, a piada feita pela Jean sobre terceiros filmes faz sentido...infelizmente.
Com seu final previsível e a falta de coragem que Singer sempre mostrou em todos os filmes que dirigiu da série, me pergunto, onde está aquele diretor que fez magistralmente aquele clássico chamado Os Suspeitos. Mas depois da correção dos erros que a série quase insistiu em repetir, é um bom até logo...porque com certeza não será a última vez que veremos o diretor envolvido em alguma produção dos X-Men. Ainda bem?

Avaliação do ALTER EGO:


TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
X-Men: Apocalipse (X-Men: Apocalypse) - 2016 - 114 min. - EUA - Ação/Aventura
Direção: Bryan Singer
Roteiro: Simon Kinberg, Dan Harris (história), Michael Dougherty (história), Bryan Singer (história)
Elenco: James McAvoy, Michael Fassbender, Jennifer Lawrence, Oscar Isaac, Rose Byrne, Nicholas Hoult, Sophie Turner, Tye Sheridan, Alexandra Shipp, Olivia Munn, Kodi Smit-McPhee, Lana Condor, Lucas Till, Evan Peters
Site Oficial: http://www.foxmovies.com/movies/x-men-apocalypse



10 de junho de 2016

Curta-Metragem | Spawn: The Recall

Em 1997, um filme que surpreendeu a muitos dos fãs...
...de quadrinhos era lançado na tela grande. Lembro bem que um ano depois, quando ele chegou aqui no Brasil (sim jovens, antigamente era normal isso), dei um jeitinho de assisti-lo assim que saiu em VHS.

Lembro também que por causa da revista Herói, ganhei um pôster animal do personagem (a imagem tá no começo desse post), que até me dava certo medo. Minha mãe pediu pra tirar da parede porque tava assustando todo mundo em casa (rsrsrssr).

Pra quem não conhece o personagem, Spawn foi criado por Todd McFarlane em 1992, publicado pela Image Comics. Al Simmons, agente da CIA, se torna o Soldado do Inferno quando, após uma emboscada, é morto por seu chefe e vai para o inferno. Após um acordo com o demônio Malebolgia ganha os poderes para se tornar "filho do inferno". Contudo, Spawn se revolta contra os demônios e passa a enfrentar as criaturas sobrenaturais e a Máfia.

Contou já com nomes como Frank Miller (Sin City, 300 de Esparta), Alan Moore (V de Vingança, Watchmen), e Neil Gaiman (Sandman, Morte) para escrever suas histórias e quando seu filme veio ao mundo, interpretado por Michael Jai White, muito se especula sobre uma continuação.

Enquanto ela não vem, podemos conferir esse sensacional curta-metragem feito por Michael Paris que conta acompanha a história de uma bruxa que está sendo recrutada por Spawn para uma missão.

Curta ai (ativem as legendas clicando na engrenagem do player):

Vi aqui, no SuperVault.



1 de abril de 2016

Alter Ego Indica: Armandinho

Como a jornalista Amanda Amorim definiu em seu texto...
...temos aqui em terras brazucas o nosso Calvin. E é incrível como é na simplicidade que encontramos muitas vezes as mensagens mais impactantes no nossos dias tão corridos e tão conturbados.

Armandinho é uma página do Facebook que no momento em que esse post está sendo escrito, tinha exatamente 851.565 curtidas. E com toda certeza esse número só tenta a aumentar mais e mais. Nada do que mais justo diante do talento de seu criador, o agrônomo e publicitário Alexandre Beck.

Como já declarou, a inspiração são os filhos e o nascimento do personagem acabou sendo um acaso (do destino? rs) como declara para "O Globo" da pressa do jornal em que trabalha, o “Diário Catarinense”, em 2010, que precisava de histórias para preencher espaço na publicação.

Alexandre associa os traços simples e a "ausência" dos adultos a esse fato, mas o que causa ainda mais empatia, já que Armandinho tem como fonte de inspiração não só o já citado Calvin, mas como também Mafalda.

Mesmo que alguns já tenham se provado contrários a suas ideias e pensamentos, inclusive com páginas já sendo criadas para satirizar ou até "matar" Armandinho, o sucesso é fruto em grande parte pelas respostas de fundo inocente e imediato que só o pensamento de uma criança é capaz de transmitir. E em meio a tanta coisa ruim acontecendo, é bom ver que o trabalho que carrega uma mensagem tão bacana, tenha o seu devido reconhecimento.

Separei algumas das tirinhas mais bacanas que encontrei lá na página! Ao final, estarão os links para que você curta e acompanhe esse trabalho que vale a pena ser compartilhado!

Sobre o Almoço do Pai: 

Sobre Racismo: 

Sobre Compartilhar Música (boa?): 

Sobre o Sentido da Vida: 

Sobre Ter Algo Pra Dar: 

Sobre Comer Frutas: 

Sobre Lidar Com a Morte: 

Sobre Comentários Idiotas: 

Sobre Humanos de Verdade: 

Sobre Persistência: 

Olha foi difícil só esses viu! Mas nos links abaixo, você pode ver muito, muito mais!

PARA MAIS:
Blog do Alexandre Beck: http://tirasbeck.blogspot.com.br/
Facebook: https://www.facebook.com/tirasarmandinho/
Tumblr: http://tirasarmandinho.tumblr.com/



24 de março de 2016

Demolidor (2ª Temporada)

Escrever sobre algo que você gosta é algo...
...bem simples e fácil quando você encontra as palavras corretas. Engraçado, mas ao mesmo tempo, é uma complicação colocar essas palavras em ordem de uma maneira coerente e compreensível. Mas esse conflito de sentimentos para escrever sobre algo que você admira, muitas vezes tem que passar pelo filtro inevitável da imparcialidade. É escrever é algo que gosto pra caramba!

Ao escrever a resenha da primeira temporada de Demolidor (Daredevil, 2015) tinha a certeza de que a série tinha se consolidado já na história da TV mundial por dois fatores:
1 - era a primeira parceria entre Marvel e Netflix e por isso, um marco para ambas as empresas que tiveram colhões de entregar algo realmente de qualidade aos fãs, tanto do personagem quanto daqueles que gostam de séries de qualidade;
2 - era a certeza de que a série havia se tornado ali, a melhor coisa já feita baseada em quadrinhos na TV.

Logo, a expectativa para a segunda temporada era alta e porra, como superar aquilo? Bom, consigo afirmar, com toda a certeza, que não só essa nova temporada superá em muitos fatores a primeira temporada, mas também entrega material para que o futuro televisivo da Marvel com a Netflix esteja cada vez mais consolidado.
Claro, nem tudo são flores, e assim como no primeiro ano, temos alguns pontos falhos e alguns momentos arrastados durante alguns episódios. Mas falo sobre eles logo a seguir. É importante salientar que essa temporada, apesar de ter a mesma quantidade de episódios que a anterior (13), se apresenta muito mais complexa e com arcos que destacam as novidades dessa temporada: Frank Castle, vulgo Justiceiro (excepcionalmente interpretado por John Berthahl) e Elektra Natchios (interpretada pela bela e esforçada Élodie Yung).

Já aviso aos que não assistiram a temporada, que existem alguns spoilers no texto que se segue, então...siga por conta e risco ok?

Mas a segunda temporada não só adicionou "coadjuvantes" de luxo, mas como também tratou seus "titulares" com muito respeito. E a maior favorecida nesse tratamento foi Karen Page (Deborah Ann Woll, mandando muito bem) e as liberdades que os roteiristas tiveram em transformar ela em uma personagem muito mais relevante que sua contraparte nos quadrinhos. Foggy Nelson (Elden Henson, sempre competente) também teve um destaque, sendo até o protagonista em alguns episódios em que a série flerta com mundo dos tribunais, de forma muito bacana. Outro ponto a favor da temporada, já que nos quadrinhos, esses dois mundos são parte do conflito constante do nosso herói.
A temporada pode ser resumida em duas palavras: manipulação e aceitação. Essa segunda serve muito para Matt Murdock (Charlie Cox, mais uma vez arrebentando) consiga enxergar (sem nenhum trocadilho com a condição do personagem, ok?) que a sua verdadeira vocação, por mais que o conflito ainda exista em uma dose muito menor do que na primeira temporada, é mais como o vigilante de Hell's Kitchen do que como o advogado da Nelson & Murdock. E todos os episódios de certa forma vão lembrando isso a ele.

Não existe mais tempo no roteiro a se perder com o mote do primeiro ano que foi a descoberta da jornada do herói. O Demolidor já é o Demônio de Hell's Kitchen e suas ações já são conhecidas pela população, civil ou criminosa. E esse é um trunfo impagável do roteiro, que entrega no começo da temporada, um herói mais certo de si. E por isso seu embate com Frank Castle se torna tão emblemático. "Você os acerta e eles se levantam. Eu os acerto e eles continuam caídos." - Castle deixa claro que não está nessa para ser um exemplo e fará o possível para buscar sua vingança contra todos aqueles que são criminosos e em especial, aquele que matou sua família.
A adição do Justiceiro no mundo do Demolidor, literalmente traz para a série a questão: até onde as suas ações são eficazes? Os embates, tanto verbais - que soariam chatos não fossem a qualidade dos atores envolvidos - quanto físicos, são poderosos e impactantes. E ai, a série entrega os melhores episódios que uma série de super-herói poderia ver. Na verdade, a qualidade do primeiro arco da temporada é tão poderoso, que será uma grande injustiça se as premiações não se lembrarem deles.

Com outra cena épica no terceiro episódio, os primeiros episódios funcionam quase que como, se isolados, um spin-off do Justiceiro. E isso funciona muito bem. Duvido que a Netflix não começará os trabalhos para entregar esse spin-off completo após essa temporada. É esperar para conferir!

Ação, coreografias bem feitas, roteiro afiado, atuações pontuais. são quatro episódios fantásticos. E após isso, a série começa a arriscar em seu próprio mundo com a introdução de Elektra, uma das personagens mais importantes no mundo do Demolidor nos quadrinhos. À partir desse ponto, temos a divisão do segundo ato em apresenta-la e introduzi-la nesse mundo e a busca das respostas que o Justiceiro precisa para continuar sua buscar por vingança. E a exceção de alguns, dos já citados,  momentos arrastados, a qualidade não caí em nenhum momento.
Elektra mexe com Matt, que se vê com sentimentos do passado que uma vez não deveriam estar ali mais. Stick (Scott Glenn, sempre competente) tem um destaque nesse arco, por descobrirmos que ele de certa forma, é o ponto em comum entre o quase casal. E enquanto o advogado parte em uma investigação junto da ninja para descobrir os planos de uma organização denominada "The Hand" (A Mão, na tradução do Netflix, mas nos quadrinhos por aqui, é conhecida como Tentáculo), as coisas vão se mostrando cada vez mais complexas e fora do "normal". Um fora do "normal" que flerta com o místico e o sobrenatural, uma novidade para a série e dando uma dica do que virá no futuro.

É nesse ponto que a série quase periga em cair de nível, mas o equilíbrio com o arco do Justiceiro é o que salva. Arco esse que traz uma grata e impactante surpresa: a volta de Wilson Fisk (Vincent D'Onofrio, espetacular como na primeira temporada), vulgo O Rei do Crime, onde se mostra ainda tão poderoso quanto o tempo em que estava nas ruas. Uma ameaça que se mostra constante e que, em mais duas das cenas épicas dessa temporada, mostra aos heróis dessa história que o seu poder é muito maior do que até ele mesmo imaginava. Poder de influência, manipulação e comando que deixa o alerta mais que ligado, principalmente em Murdock.

Como disse acima, a palavra aceitação é algo que sempre está presente nessa temporada. Com destaque para a mudança de atitude de Karen Page, que agrega em muito a esse mundo, onde, como já provado pela série "irmã", Jessica Jones, as mulheres do universo Marvel/Netflix são fortes, independentes e conseguem se virar em meio ao caos de suas vidas. As oportunidades criadas com a evolução da personagem, são enormes e com certeza farão muito bem nas eventuais (e inevitáveis) temporadas futuras.
Fica o destaque para um ponto que poderia acabar com a temporada, mas foi tratado de forma simples, mas bacana: o triângulo amoroso entre Page, Murdock e Elektra. A aceitação de sentimentos e verdades fica mais uma vez claro nesses momentos onde, a fragilidade e complexidade desses personagens fica escancarada para o espectador.

Outro exemplo de aceitação sobre o seu papel nesse "novo mundo" de heróis, é vivido pela enfermeira Claire Temple (Rosário Dawson, sempre mandando bem), que aceita que ela é a ajuda que esses que lutam nas ruas precisam quando não há mais ninguém para dar esse suporte. Como se fosse um ponto de encontro entre as séries - Demolidor, Jessica Jones e Luke Cage - Temple se mostra também no mesmo molde de mulher forte e capaz que a Marvel trouxe para seu mundo com a Netflix.

Foggy, que ainda é o alívio cômico da série, percebe que deverá (e conseguirá) andar com as próprias pernas, aceitando que é um excelente advogado - em outra das cenas marcantes da temporada - uma vez que seu parceiro de advocacia faz uma escolha clara em continuar levando em frente o manto do Demolidor. E ele acaba fazendo também parte do link entre a vindoura série do Punho de Ferro, Jessica Jones e Luke Cage, quando aceita a contratação pelo escritório de Jeri Hogarth (Carrie Ann-Moss, que foi uma terrível coadjuvante em Jessica Jones, aqui em uma ponta).
E assim, com muitas cartas na mesa, e outras várias na manga, Demolidor evolui de uma maneira incrível. Dando bagagem aos seus personagens principais e coadjuvantes para encontrar o equilíbrio perto da perfeição na futura terceira temporada, pois é fato que o final da temporada se mostra um pouco apressado. O roteiro em três ou dois episódios acaba por "enrolar" por demais. Enrolação essa que fez uma única vítima em relação a aceitação do público, que foi a Elektra de Élodie Yung. Coincidentemente, esse problema também foi sofrido por Jessica Jones. Será que 13 episódios é muita coisa? Mas de qualquer forma, não é nada que venha a estragar a experiência e a temporada.
Como saldo final, Demolidor se consolida como a série a ser seguida por todas as tentativas de se fazer uma série de TV, baseada em quadrinhos, de forma excelente e competente. Resta esperar, ansiosamente por uma, se não ainda confirmada, certa terceira temporada no mesmo, ou alcançando o nível de perfeição que quase foi alcançada nessa temporada.

AVALIAÇÃO do ALTER EGO:
(Excelente)

TRAILER 1:


TRAILER 2:


FICHA TÉCNICA:
Demolidor (Marvel's DareDevil) - 2015 - 52 min. (episódio) - EUA - Drama/Ação/Polícia/Fantasia
Direção: Vários
Roteiro: Vários
Elenco: Charlie Cox, Elden Henson, Deborah Ann Woll, John Berthahl, Élodie Yung, Rosario Dawson, Vincent D'Onofrio, Scott Glenn
Site Oficial: http://www.netflix.com/



17 de dezembro de 2015

Jessica Jones (1ª Temporada)

Esperei alguns dias para falar de Jessica Jones...
...de uma maneira mais precisa e correta. E também esperei o hype, escapei de alguns spoilers e agora vai. Porque sim, a série, segunda da parceria Marvel/Netflix, mantém o excelente nível de qualidade que Demolidor (leia aqui o que falei sobre) entregou. E expande de uma forma única o universo da Marvel em seu mix entre TV e cinema.

Adaptada no mesmo clima realista da sua série "irmã", "Jessica Jones" (2015) no apresenta a essa investigadora particular, que, com o passar do episódios, vamos descobrindo ser uma super-heroína com uma aposentadoria forçada e que agora atua como investigadora particular na mesma Hell's Kitchen que o advogado cego. Mas, o seu passado, que é cheio de traumas e conflitos, acaba por retornar Jessica (a competente Krysten Ritter para o seu "destino".

Mas a série é muito mais do que uma super-heroína com traumas que precisa voltar a salvar o dia. Com uma ousadia que nunca foi vista antes em séries de super-heróis, a criadora Melissa Rosenberg (Dexter, pra citar um bom exemplo vai...) resolveu usar o pano de fundo da série para colocar questões muito mais adultas e sérias na série. Os traumas de Jessica são na verdade uma forma de conduzir a trama para algo além e muito mais ousado do que qualquer outra série fez antes: mostrar como os relacionamento abusivos são uma realidade cada vez mais presente na atual sociedade.
O clima é pesado e algumas cenas são o que tornam a série um divisor de águas na história recente da Marvel em suas adaptações, sejam no cinema ou na TV.

Não são precisos super-poderes ou dons especiais para entender que o que Jessica sofreu e sofre em parte da linha "atual" da série é consequência de um relacionamento que causou feridas nada fáceis de serem esquecidas e digeridas. Ai que está o maior trunfo de Jessica Jones: não ter medo de ser realista em mostrar essa faceta.

Feridas essas causadas por esse que é sem dúvida o vilão mais FILHO DA PUTA (desculpem-me os puritanos, mas irão entender quando assistirem a série) que a Marvel já teve, tem, ou terá em seu universo. Killgrave (interpretado magistralmente por David Tennant) é a síntese de loucura e insanidade que um vilão tem que ter, aliado a um carisma que quase engana o espectador. A culpa é a entrega com que Tennant se doa ao seu personagem e que com certeza integra o hall dos melhores vilões de uma história de todos os tempos.
Uma pena só, são os episódios que nada ajudam em nada na trama. Alguns personagens são totalmente descartáveis sim (pobre Carrie Ann-Moss, com uma personagem tão fraca) e os poucos coadjuvantes que se destacam, não tem o tempo necessário em tela que deveriam ter.

Como exemplos temos a melhor amiga de Jessica, Trish Walker (papel da bela Rachael Taylor) que funciona como um pendulo para nossa heroína e que graças a química bacana entre as atrizes, a amizade das duas se torna em muitos momentos o alívio que Jessica precisa em meio ao caos que vive. E temos também, o próximo da lista de séries da parceria Marvel/Netflix, Luke Cage (Mike Colter). Evitando entregar demais, a importância de Cage na história se concretiza já na primeira metade da temporada e com algumas pistas do que teremos na série que levará o seu nome no título.

Falando em pistas do futuro da Marvel na telinha, easter eggs e referências aos eventos dos filmes anteriores (mais precisamente os eventos de Os Vingadores), essas tem aos montes durante toda a temporada, mas confesso que não me liguei em muitas delas por não conhecer nada da personagem nas HQ's.
Fato é que a produção de Jessica Jones é quase impecável, com exceção de alguns efeitos um pouco apressados durante alguns episódios. A direção dos episódios de uma maneira geral, fica abaixo de Demolidor, mas não perde a mão urbana e mais realista que a Netflix tenta colocar como marca de suas séries com a Marvel.

O gancho para uma nova temporada existe e é fato que ela irá acontecer. Contudo, temos um evento maior envolvendo esses personagens que estão com o serviço de streaming. Os Defensores é a aposta máxima dessa parceria e ainda contarão com o já citado Luke Cage e Punho de Ferro e talvez essa segunda temporada venha somente após o lançamento dessas séries. Ou até para um pouco depois disso, já que uma série do Justiceiro já foi cogitada.
A parceria da Netflix/Marvel comprava ser mais do que acertada, contudo, Jessica só não se sai melhor pelo roteiro que se confunde um pouco e diálogos que poderiam ter sido melhor trabalhados. O que não tira os méritos da série e que merece a sua audiência pois com certeza é uma das melhores coisas que você vai assistir relacionada a uma super-heroína na TV.

TRAILER


FICHA TÉCNICA
Jessica Jones (Marvel's Jessica Jones) - 2015 - 60 min. (episódio) - EUA - Ação/Aventura/Drama
Direção: Vários
Roteiro: Vários
Elenco: Krysten Ritter, David Tennant, Mike Colter, Rachael Taylor, Carrie-Anne Moss, Eka Darville, Erin Moriarty, Wil Traval
Site Oficial: http://www.netflix.com/title/80002311




6 de dezembro de 2015

Comic Con Experience 2015

Que todos sabiam que depois do sucesso que foi no ano passado...
...e a receptividade ao evento do ano passado (minhas impressões aqui) com certeza resultaria em um novo sucesso.

Ingressos comprados com antecedência, parceiros do Patotas Nerd dessa vez embarcando no barco e a suspeita foi comprovada: a CCXP 2015 é um sucesso.

Maior, mais organizada (apesar das reformas do lado de fora na São Paulo Expo) e muito, muito mais cheia! Talvez a diferença de dias (ano passado fui no domingo) tenha feito não ter noção do quanto estava cheio aquele lugar.

E a cultura nerd respira de maneira aliviada. A concretização de um sucesso como esse que está sendo a CCXP 2015 prova que já é possível retirar o "Experience" do nome pois o Brasil tem realmente uma Comic Con.

Vários estandes sensacionais, a destacar o da Warner, que trouxe os figurinos oficias do filme Batman vs. Superman e da série Arrow. Além de um destaque maior na feira, do que no ano passado. Curti pacas o estande da PiziiToys/Iron Studios, que me fizeram pirar nos colecionáveis.

O estande da Netflix também estava show e o Music Alley foi a melhor sacada do evento esse ano.

Uma das coisas estranhas foi o destaque menor que a galera do Omelete teve esse ano. Estão atuando mais como parte do evento do que "líderes" do evento, e eu achei isso bacana.

Como falei acima, o evento está maior e alguns problemas. Devido as reformas na parte externa da SP Expo, o deslocamento foi grande pra entrar no pavilhão. O calor era algo constante e os preços de algumas coisas estava além do normal.

Mas infelizmente é algo ocorre devido a diversos fatores que não entrarei em detalhes nesse post.

Até porque, estou aqui pra celebrar, junto com a milhares de pessoas que passaram hoje pela Comic Con e que perceberam que a cultura nerd é sim algo muito, mas muito incrível e que mesmo em meio a alguns problemas, o evento é algo que está consolidado no calendário nerd brasileiro.

Deixo você agora com algumas das fotos que tirei e dois vídeos que tentamos, com os brothers do Patotas Nerd, fazer para ilustrar esse post. Não deu certo nossa cobertura. A empolgação e as emoções foram maiores e não conseguimos fazer mais que esses dois vídeos (interrompido pela foto da família Goku...rs).

Ano que vem, estaremos lá de novo.
(clique nas imagens para ver em tamanho maior)













































 





























































Falta muito pra Dezembro de 2016?