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13 de outubro de 2016

Resenha | Luke Cage (1ª Temporada)

Ao final dos 13 episódios, fiquei muito aliviado. Na maior parte, já que as minhas expectativas estavam baixas e como não conhecia o personagem tão afundo, o que a série me mostrou foi que o universo Marvel na Netflix caminha com passos cada vez mais e mais firmes rumo ao maior evento que irá acontecer para o estúdio dentro do serviço de streaming.

Após o sucesso devastador que foi a primeira temporada de Demolidor e a boa temporada de Jessica Jones, ao anunciar a reunião de seus heróis como o grupo chamado Os Defensores, a expectativa do público mudou de foco.
A segunda temporada de Demolidor mostrou que, assim como os defeitos de Jessica Jones, a fórmula poderia ser um tiro no pé do estúdio, já que a quantidade de episódios mostrou que poderia haver uma revisão do modelo. Vide o exemplo magnífico de Stranger Things.

Eis que então os heróis mais desconhecidos do quarteto estão chegando. Quer dizer, isso já pode se disser apenas de Danny Rand, porque Luke já chegou.

Teaser Trailer dos Defensores:

A série não só é o terceiro passo dado em direção aos Defensores, mas como representa a importância que o personagem tem para a história da Marvel. Criado nos anos 70, o Poderoso (no original Powerman) foi um dos primeiros heróis afro-americanos a estrelar uma revista em quadrinhos. E isso era de uma importância sem tamanho para o cenário cultural, pois foi visualmente inspirado nos filmes blackploitation dos anos 1970.

Logo, Cheo Hodari Coker, criador da série, sabia de que a tarefa em adaptar o personagem não teria relevância só para o universo da Marvel, mas também, para mostrar uma outra visão do universo dos super-heróis e como eles afetam diretamente a vida das sociedades em que vivem.
E as fusões entre ficção e realidade são muitas durante a temporada. Brigas entre gangues, brigas pelo poder, seja ele político ou das ruas, o funcionamento do sistema e o que é acobertado da população. A exploração dos mais pobres pelos mais ricos, a união entre os moradores de uma comunidade. São muitas as nuances político-sociais que são mostradas na série de uma maneira bem autoral e com personalidade.

Se a intenção era fazer algo totalmente diferente das outras séries de super-heróis, o objetivo foi mais que concluído.

Carl Lucas é um homem injustiçado que após sofrer experimentos na prisão, desenvolve habilidades como super força e pele impenetrável. Ao voltar para o Harlem, Luke Cage (Mike Colter) é apresentado ao público em maiores detalhes do que os mostrados em Jessica Jones. A verdade é que a ambientação, inicial, coloca o personagem logo após os eventos ocorridos na série da detetive de Hell's Kitchen.
Contudo, graças ao ambiente amigável que encontra na Barbearia do Pop (Frankie Faison), local que se tornou refúgio de Cage em seu retorno ao bairro, e os conselhos de seu dono, alimenta a esperança e a vontade do ex-presidiário a melhorar de vida e ser alguém melhor.

Mas a postura que será necessária para que Luke assuma seu posto de herói, logo lhe é colocada a sua frente. E o começo disso é mostrado já quando ele parte para seu segundo emprego. No Harlem’s Paradise, somos apresentado a alguns dos vilões da trama. Seu dono Cornell Stokes (Mahershala Ali), conhecido como Boca-de-Algodão (Cottonmouth) e sua prima, a vereadora Mariah Dillard (Alfre Woodard).

É o primeiro aviso de que a série terá uma questão mais "humana" onde os vilões são poderosos, mas no âmbito urbano. E o vislumbre visual que a boate entrega é o mesmo vislumbre que Cornell vive. E enquanto sua prima tenta trazê-lo para o mundo real e as consequências de suas ações, parece que o mundo que criou para ele e para o seu plano de dominar o Harlen são maiores em sua cabeça.
Mas sua prima tem planos maiores que também vão de encontro ao outro lado dos vilões, que tem como porta-voz Shades (Theo Rossi) da ameaça de Diamondback (Erik LaRay Harvey) sempre a espreita para manter o vislumbre de Cornell em segundo plano. Mas essa briga acaba esbarrando em um herói que está pra nascer.

Sim, com certeza, ainda mais após a intervenção de campangas não muito inteligentes e erros que custarão muito caro ao gangster. Mas seria algo simples colocar um cara que é impenetrável para enfrentar alguns bandidos de bairro certo? E é dessa forma que a série constrói os seus melhores momentos.

De forma dinâmica e não apressada, a série distribui a história no presente e os flashbacks de modo que o espectador vai entendendo o porque Luke se torna um cara fechado e que relutante quanto a sua nova "posição". A transformação entre um simples faxineiro em uma barbearia escondida para a salvação do Harlen é mostrada de uma maneira muito bacana.

E sem cansar, o que é mais importante e sem perder o ritmo explicando em três episódios (Jessica???!!!) algo que durou apenas meio episódio.
Mostrar as fraquezas e como um novo herói surge se mistura em meios as dificuldades que qualquer outro morador do bairro teria para vencer na vida. Entre as mudanças de tom de positividade dos primeiros episódios para a incerteza e sim, medo, a temporada se divide de forma eficaz e além de resolver os conflitos que são desnecessários para o futuro, mas sem esquecer de deixar algumas pontas bacanas para o futuro.

Claro que não só de vilões um herói é feito. E por mais que a detetive Misty Night (Simone Missick) fique em cima do muro durante boa parte da temporada, uma velha conhecida aparecerá para acompanhar Cage na sua evolução. Sim, teremos de volta a enfermeira mais famosa de Nova York. Claire Temple (Rosario Dawson) tem talvez a participação mais relevante entre as três séries até o momento. E claro que o talento de Rosario ajuda em muito na construção de sua personagem que está definitivamente no hall dos melhores personagens do universo Marvel.

E tanto o Harlen é parte do contexto, que se torna aliado do herói e da sua transformação. Como Pop dizia para que ele deixasse de se esconder, é o bairro que o ajuda a ser um elemento surpresa mesmo não havendo a necessidade de tanto modo stealth. Tanto na ambientação, essa jornada do herói urbano, não poderia também ter melhor aliado do que uma trilha sonora acertadíssima.
A cultura negra americana, com foco na parte nova iorquina da questão, é parte constante da história. A superação, a vontade de vencer, de unidade, de melhor para ao próximo. Cage se torna um herói do povo, sem máscara e que perde o medo de lutar pelo que acha certo após perceber que a única saída é lutar.

Luke Cage entra para o grupo dos acertos da Marvel. Consegue corrigir alguns erros cometidos em suas séries irmãs e ainda se destaca pelo seu visual único e ter a ousadia de ser diferente apenas usando as ferramentas que a sua própria ambientação lhe entrega.

Seja pela baixa expectativa, seja pela qualidade mostrada, a série tem sim alguns defeitos, mas eles são irrelevantes em meio aos grandes acertos. Atuações que não comprometem, roteiros ágeis quando tem que ser ágeis, didáticos quando tem que ser didáticos. Cenas de ação bacanas e bem dirigidas. Trilha sonora excelente e mostrando o que a Marvel sabe fazer de melhor: contar uma boa história.

As referências são várias e a agora falta apena uma peça para o quebra-cabeça ser completo. Ponto para a parceria Marvel/Netflix. Todos os episódios já estão disponíveis aqui.

Avaliação do Alter Ego:






Trailer:


Ficha Técnica:
Luke Cage da Marvel (Marvel's Luke Cage) - 2016 - 55 min. (13 episódios) - EUA - Ação/Fantasia
Criada por: Cheo Hodari Coker
Direção: Vários
Roteiro: Vários
Elenco: Mike Colter, Mahershala Ali, Simone Missick, Theo Rossi, Erik LaRay Harvey, Rosario Dawson, Alfre Woodard
Site Oficial: https://www.netflix.com/title/80002537



29 de agosto de 2016

Cinema | Marvel libera "documentário" mostrando onde estava Thor durante a Guerra Civil.


E finalmente a Marvel liberou um dos contéudos de maior sucesso durante a Comic Con San Diego: um documentário que mostrava onde e o que estava fazendo o guerreiro asgardiano.

Dirigido Taika Waititi, o diretor neozelandês que irá trazer Thor: Ragnarok a vida (e quem sabe a reputação do personagem que está meio morta), mandou muito bem.

E ahh, ainda tem a participação especial do Bruce Banner, mais conhecido como o Hulk...está hilário!

Confere ai (infelizmente não há versão legendada ainda, mas assim que encontrar, atualizo o post!):



24 de março de 2016

Demolidor (2ª Temporada)

Escrever sobre algo que você gosta é algo...
...bem simples e fácil quando você encontra as palavras corretas. Engraçado, mas ao mesmo tempo, é uma complicação colocar essas palavras em ordem de uma maneira coerente e compreensível. Mas esse conflito de sentimentos para escrever sobre algo que você admira, muitas vezes tem que passar pelo filtro inevitável da imparcialidade. É escrever é algo que gosto pra caramba!

Ao escrever a resenha da primeira temporada de Demolidor (Daredevil, 2015) tinha a certeza de que a série tinha se consolidado já na história da TV mundial por dois fatores:
1 - era a primeira parceria entre Marvel e Netflix e por isso, um marco para ambas as empresas que tiveram colhões de entregar algo realmente de qualidade aos fãs, tanto do personagem quanto daqueles que gostam de séries de qualidade;
2 - era a certeza de que a série havia se tornado ali, a melhor coisa já feita baseada em quadrinhos na TV.

Logo, a expectativa para a segunda temporada era alta e porra, como superar aquilo? Bom, consigo afirmar, com toda a certeza, que não só essa nova temporada superá em muitos fatores a primeira temporada, mas também entrega material para que o futuro televisivo da Marvel com a Netflix esteja cada vez mais consolidado.
Claro, nem tudo são flores, e assim como no primeiro ano, temos alguns pontos falhos e alguns momentos arrastados durante alguns episódios. Mas falo sobre eles logo a seguir. É importante salientar que essa temporada, apesar de ter a mesma quantidade de episódios que a anterior (13), se apresenta muito mais complexa e com arcos que destacam as novidades dessa temporada: Frank Castle, vulgo Justiceiro (excepcionalmente interpretado por John Berthahl) e Elektra Natchios (interpretada pela bela e esforçada Élodie Yung).

Já aviso aos que não assistiram a temporada, que existem alguns spoilers no texto que se segue, então...siga por conta e risco ok?

Mas a segunda temporada não só adicionou "coadjuvantes" de luxo, mas como também tratou seus "titulares" com muito respeito. E a maior favorecida nesse tratamento foi Karen Page (Deborah Ann Woll, mandando muito bem) e as liberdades que os roteiristas tiveram em transformar ela em uma personagem muito mais relevante que sua contraparte nos quadrinhos. Foggy Nelson (Elden Henson, sempre competente) também teve um destaque, sendo até o protagonista em alguns episódios em que a série flerta com mundo dos tribunais, de forma muito bacana. Outro ponto a favor da temporada, já que nos quadrinhos, esses dois mundos são parte do conflito constante do nosso herói.
A temporada pode ser resumida em duas palavras: manipulação e aceitação. Essa segunda serve muito para Matt Murdock (Charlie Cox, mais uma vez arrebentando) consiga enxergar (sem nenhum trocadilho com a condição do personagem, ok?) que a sua verdadeira vocação, por mais que o conflito ainda exista em uma dose muito menor do que na primeira temporada, é mais como o vigilante de Hell's Kitchen do que como o advogado da Nelson & Murdock. E todos os episódios de certa forma vão lembrando isso a ele.

Não existe mais tempo no roteiro a se perder com o mote do primeiro ano que foi a descoberta da jornada do herói. O Demolidor já é o Demônio de Hell's Kitchen e suas ações já são conhecidas pela população, civil ou criminosa. E esse é um trunfo impagável do roteiro, que entrega no começo da temporada, um herói mais certo de si. E por isso seu embate com Frank Castle se torna tão emblemático. "Você os acerta e eles se levantam. Eu os acerto e eles continuam caídos." - Castle deixa claro que não está nessa para ser um exemplo e fará o possível para buscar sua vingança contra todos aqueles que são criminosos e em especial, aquele que matou sua família.
A adição do Justiceiro no mundo do Demolidor, literalmente traz para a série a questão: até onde as suas ações são eficazes? Os embates, tanto verbais - que soariam chatos não fossem a qualidade dos atores envolvidos - quanto físicos, são poderosos e impactantes. E ai, a série entrega os melhores episódios que uma série de super-herói poderia ver. Na verdade, a qualidade do primeiro arco da temporada é tão poderoso, que será uma grande injustiça se as premiações não se lembrarem deles.

Com outra cena épica no terceiro episódio, os primeiros episódios funcionam quase que como, se isolados, um spin-off do Justiceiro. E isso funciona muito bem. Duvido que a Netflix não começará os trabalhos para entregar esse spin-off completo após essa temporada. É esperar para conferir!

Ação, coreografias bem feitas, roteiro afiado, atuações pontuais. são quatro episódios fantásticos. E após isso, a série começa a arriscar em seu próprio mundo com a introdução de Elektra, uma das personagens mais importantes no mundo do Demolidor nos quadrinhos. À partir desse ponto, temos a divisão do segundo ato em apresenta-la e introduzi-la nesse mundo e a busca das respostas que o Justiceiro precisa para continuar sua buscar por vingança. E a exceção de alguns, dos já citados,  momentos arrastados, a qualidade não caí em nenhum momento.
Elektra mexe com Matt, que se vê com sentimentos do passado que uma vez não deveriam estar ali mais. Stick (Scott Glenn, sempre competente) tem um destaque nesse arco, por descobrirmos que ele de certa forma, é o ponto em comum entre o quase casal. E enquanto o advogado parte em uma investigação junto da ninja para descobrir os planos de uma organização denominada "The Hand" (A Mão, na tradução do Netflix, mas nos quadrinhos por aqui, é conhecida como Tentáculo), as coisas vão se mostrando cada vez mais complexas e fora do "normal". Um fora do "normal" que flerta com o místico e o sobrenatural, uma novidade para a série e dando uma dica do que virá no futuro.

É nesse ponto que a série quase periga em cair de nível, mas o equilíbrio com o arco do Justiceiro é o que salva. Arco esse que traz uma grata e impactante surpresa: a volta de Wilson Fisk (Vincent D'Onofrio, espetacular como na primeira temporada), vulgo O Rei do Crime, onde se mostra ainda tão poderoso quanto o tempo em que estava nas ruas. Uma ameaça que se mostra constante e que, em mais duas das cenas épicas dessa temporada, mostra aos heróis dessa história que o seu poder é muito maior do que até ele mesmo imaginava. Poder de influência, manipulação e comando que deixa o alerta mais que ligado, principalmente em Murdock.

Como disse acima, a palavra aceitação é algo que sempre está presente nessa temporada. Com destaque para a mudança de atitude de Karen Page, que agrega em muito a esse mundo, onde, como já provado pela série "irmã", Jessica Jones, as mulheres do universo Marvel/Netflix são fortes, independentes e conseguem se virar em meio ao caos de suas vidas. As oportunidades criadas com a evolução da personagem, são enormes e com certeza farão muito bem nas eventuais (e inevitáveis) temporadas futuras.
Fica o destaque para um ponto que poderia acabar com a temporada, mas foi tratado de forma simples, mas bacana: o triângulo amoroso entre Page, Murdock e Elektra. A aceitação de sentimentos e verdades fica mais uma vez claro nesses momentos onde, a fragilidade e complexidade desses personagens fica escancarada para o espectador.

Outro exemplo de aceitação sobre o seu papel nesse "novo mundo" de heróis, é vivido pela enfermeira Claire Temple (Rosário Dawson, sempre mandando bem), que aceita que ela é a ajuda que esses que lutam nas ruas precisam quando não há mais ninguém para dar esse suporte. Como se fosse um ponto de encontro entre as séries - Demolidor, Jessica Jones e Luke Cage - Temple se mostra também no mesmo molde de mulher forte e capaz que a Marvel trouxe para seu mundo com a Netflix.

Foggy, que ainda é o alívio cômico da série, percebe que deverá (e conseguirá) andar com as próprias pernas, aceitando que é um excelente advogado - em outra das cenas marcantes da temporada - uma vez que seu parceiro de advocacia faz uma escolha clara em continuar levando em frente o manto do Demolidor. E ele acaba fazendo também parte do link entre a vindoura série do Punho de Ferro, Jessica Jones e Luke Cage, quando aceita a contratação pelo escritório de Jeri Hogarth (Carrie Ann-Moss, que foi uma terrível coadjuvante em Jessica Jones, aqui em uma ponta).
E assim, com muitas cartas na mesa, e outras várias na manga, Demolidor evolui de uma maneira incrível. Dando bagagem aos seus personagens principais e coadjuvantes para encontrar o equilíbrio perto da perfeição na futura terceira temporada, pois é fato que o final da temporada se mostra um pouco apressado. O roteiro em três ou dois episódios acaba por "enrolar" por demais. Enrolação essa que fez uma única vítima em relação a aceitação do público, que foi a Elektra de Élodie Yung. Coincidentemente, esse problema também foi sofrido por Jessica Jones. Será que 13 episódios é muita coisa? Mas de qualquer forma, não é nada que venha a estragar a experiência e a temporada.
Como saldo final, Demolidor se consolida como a série a ser seguida por todas as tentativas de se fazer uma série de TV, baseada em quadrinhos, de forma excelente e competente. Resta esperar, ansiosamente por uma, se não ainda confirmada, certa terceira temporada no mesmo, ou alcançando o nível de perfeição que quase foi alcançada nessa temporada.

AVALIAÇÃO do ALTER EGO:
(Excelente)

TRAILER 1:


TRAILER 2:


FICHA TÉCNICA:
Demolidor (Marvel's DareDevil) - 2015 - 52 min. (episódio) - EUA - Drama/Ação/Polícia/Fantasia
Direção: Vários
Roteiro: Vários
Elenco: Charlie Cox, Elden Henson, Deborah Ann Woll, John Berthahl, Élodie Yung, Rosario Dawson, Vincent D'Onofrio, Scott Glenn
Site Oficial: http://www.netflix.com/



25 de fevereiro de 2016

Deadpool

Me lembro como se fosse ontem...
(e na verdade até reprisou em algum canal esses dias ai)...quando vi o que fizeram com o Deadpool naquele filme de origem do Wolverine. Até o próprio Ryan Reynolds admitiu a merda que havia feito e desde então, meio que em uma missão pessoal, resolveu se redimir do seu erro.

Redenção também para um estúdio que, com o tamanho que a Fox tem, não poderia mais errar com alguns dos maiores personagens já criados no mundo dos quadrinhos e da cultura pop em geral. E eis que parece que finalmente, um acerto em cheio no que se diz respeito a adaptação fiel de um personagem que toma conta.

A de se dar claro, crédito ao próprio Reynolds. Ele não só admitiu a "cagada" que foi aquela versão do personagem no filme do Wolverine, como também, correu (literalmente) atrás como produtor e interprete de Wade Wilson, afim de mostrar que ele poderia sim ser uma versão que respeitasse sua versão em quadrinhos.
E olha, ao sair da sala de cinema, só me veio uma frase na cabeça: PUTA QUE PARIU, ELES CONSEGUIRAM!

Sim, fato que a direção de Tim Miller, que lá em 2013 colocou a Fox na maior sinuca de bico que ela poderia estar, e não haveria outra resposta que não fosse o SIM, E boa parte do sucesso desse filme é culpa dele. Entende-se também que a sua experiência como artista de efeitos visuais em Scott Pilgrim Contra o Mundo (2010) (que me veio na cabeça ao final do filme, por ser uma adaptação de HQ tão bacana quanto essa) o ajudou em muito a "guiar" um filme com um personagem tão icônico.

E Deadpool (2016) entra com maestria boa parte do que a sua parte em quadrinhos entrega. O humor ácido e as cenas de ações sem censuras (o que explica a classificação de 18 anos - 16 aqui no Brasil - nos EUA) marcam presença durante todo o filme...e isso com certeza traz um "Q" a mais para o filme.

A história, que foi escrita pela dupla Rhett Reese e Paul Wernick, do excelente Zumbilândia, é a clássica história de origem de super-herói...ou anti-herói por assim dizer e de fato não faz mais do que a mescla entre o fan service um bom guia para quem não conhecia as origens do personagem.
Quando Wade Wilson (Reynolds incorporando o que talvez seja o personagem de sua carreira), ex-Forças Especiais e mercenário "do bem" descobre que tem um câncer terminal, resolve ceder ao convite de uma organização clandestina que promete curá-lo e lhe conceder algo a mais.

Tudo isso após perceber que não queria abandonar o amor da sua vida, a garota de programa Vanessa Carlysle (a brasileira Morena Baccarin, cada vez mais enraizada e mandando bem em Hollywood) e que valeria a pena o esforço.

Claro que as coisas acabam dando errado e à partir daí, Wilson se vê em meio a uma vingança contra aquele que arruinou a sua vida, Ajax (Ed Skrein, que convence como vilão) e sua "parceira" Angel Dust (Gina Carano, que é...tá ali). Claro que nesse meio tempo, ele tenta reconquistar o amor perdido e com a "ajuda" seu amigo Weasel (T.J. Miller, que já vi por ai em outros filmes e sempre faz o bom coadjuvante) e de dois X-Men, Colossus (Stefan Kapicic, que só faz o básico) e Negasonic Teenage Warhead (Brianna Hildebrand, que tem aquele jeito de que vai mandar muito bem nos próximos filmes), o filme segue essa toada de vingança e a busca pelo herói interior.
Em um filme normal, isso soaria totalmente lugar comum e talvez não funcionaria. Mas o entrosamento da equipe desse filme é algo que afeta a quem assiste. É tudo bem fluído, sem engasgos ou cenas desnecessárias. Tudo é sincronizado para que a entrega de um filme divertido, mas que não deixa de apresentar um personagem tão forte e marcante, é tão bem feita que lamentei pela duração do filme. E claro, o cara do filme, como já falei é Ryan Reynolds que se tornou tão Deadpool quanto Hugh Jackman se tornou Wolverine.

Entre piadas, referências (Senhor dos Anéis, Matrix, Rei Leão, X-Men, Lanterna Verde e muitas, muitas outras), cenas de ação fantásticas e uma adaptação que se não 100%, entrega mais do que geralmente os filmes de herói entregam, Deadpool consegue não só quebrar a tão comentada 4ª parede (material bacana aqui do Judão), mas também o medo de uma produtora que percebeu que não, não é preciso transformar adaptações de quadrinhos em algo idiota, infantilizado e sem sentido. Prova-se com esse filme que sim, quadrinhos podem, devem e querer ser algo consumido por adultos.

Cada público com o seu personagem fofinho e Deadpool, por não ser nada fofinho, é o que precisamos nesse momento em que muitos falam que o nicho de super-heróis no cinema está saturado. Para esses eu digo: VÃO A MERDA!
E que venham mais adaptações corajosas e fiéis a suas origens. Pow, a Marvel já fez isso, a DC vai fazer e eu quero é mais!

Sem me esquecer de uma coisa: trilha sonora bacana hein? Agora é só esperar pelo segundo filme e por mais cenas fodas e muitas risadas.
(Excelente)

Trailer


Ficha Técnica
Deadpool - 2016 - 108 min. - EUA/Canadá - Ação/Aventura/Comédia
Direção: Tim Miller
Roteiro: Rhett Reese, Paul Wernick
Elenco: Ryan Reynolds, Morena Baccarin, Ed Skrein, T.J. Miller, Gina Carano, Brianna Hildebrand, Stefan Kapicic
Site Oficial: http://www.foxmovies.com/movies/deadpool



17 de dezembro de 2015

Jessica Jones (1ª Temporada)

Esperei alguns dias para falar de Jessica Jones...
...de uma maneira mais precisa e correta. E também esperei o hype, escapei de alguns spoilers e agora vai. Porque sim, a série, segunda da parceria Marvel/Netflix, mantém o excelente nível de qualidade que Demolidor (leia aqui o que falei sobre) entregou. E expande de uma forma única o universo da Marvel em seu mix entre TV e cinema.

Adaptada no mesmo clima realista da sua série "irmã", "Jessica Jones" (2015) no apresenta a essa investigadora particular, que, com o passar do episódios, vamos descobrindo ser uma super-heroína com uma aposentadoria forçada e que agora atua como investigadora particular na mesma Hell's Kitchen que o advogado cego. Mas, o seu passado, que é cheio de traumas e conflitos, acaba por retornar Jessica (a competente Krysten Ritter para o seu "destino".

Mas a série é muito mais do que uma super-heroína com traumas que precisa voltar a salvar o dia. Com uma ousadia que nunca foi vista antes em séries de super-heróis, a criadora Melissa Rosenberg (Dexter, pra citar um bom exemplo vai...) resolveu usar o pano de fundo da série para colocar questões muito mais adultas e sérias na série. Os traumas de Jessica são na verdade uma forma de conduzir a trama para algo além e muito mais ousado do que qualquer outra série fez antes: mostrar como os relacionamento abusivos são uma realidade cada vez mais presente na atual sociedade.
O clima é pesado e algumas cenas são o que tornam a série um divisor de águas na história recente da Marvel em suas adaptações, sejam no cinema ou na TV.

Não são precisos super-poderes ou dons especiais para entender que o que Jessica sofreu e sofre em parte da linha "atual" da série é consequência de um relacionamento que causou feridas nada fáceis de serem esquecidas e digeridas. Ai que está o maior trunfo de Jessica Jones: não ter medo de ser realista em mostrar essa faceta.

Feridas essas causadas por esse que é sem dúvida o vilão mais FILHO DA PUTA (desculpem-me os puritanos, mas irão entender quando assistirem a série) que a Marvel já teve, tem, ou terá em seu universo. Killgrave (interpretado magistralmente por David Tennant) é a síntese de loucura e insanidade que um vilão tem que ter, aliado a um carisma que quase engana o espectador. A culpa é a entrega com que Tennant se doa ao seu personagem e que com certeza integra o hall dos melhores vilões de uma história de todos os tempos.
Uma pena só, são os episódios que nada ajudam em nada na trama. Alguns personagens são totalmente descartáveis sim (pobre Carrie Ann-Moss, com uma personagem tão fraca) e os poucos coadjuvantes que se destacam, não tem o tempo necessário em tela que deveriam ter.

Como exemplos temos a melhor amiga de Jessica, Trish Walker (papel da bela Rachael Taylor) que funciona como um pendulo para nossa heroína e que graças a química bacana entre as atrizes, a amizade das duas se torna em muitos momentos o alívio que Jessica precisa em meio ao caos que vive. E temos também, o próximo da lista de séries da parceria Marvel/Netflix, Luke Cage (Mike Colter). Evitando entregar demais, a importância de Cage na história se concretiza já na primeira metade da temporada e com algumas pistas do que teremos na série que levará o seu nome no título.

Falando em pistas do futuro da Marvel na telinha, easter eggs e referências aos eventos dos filmes anteriores (mais precisamente os eventos de Os Vingadores), essas tem aos montes durante toda a temporada, mas confesso que não me liguei em muitas delas por não conhecer nada da personagem nas HQ's.
Fato é que a produção de Jessica Jones é quase impecável, com exceção de alguns efeitos um pouco apressados durante alguns episódios. A direção dos episódios de uma maneira geral, fica abaixo de Demolidor, mas não perde a mão urbana e mais realista que a Netflix tenta colocar como marca de suas séries com a Marvel.

O gancho para uma nova temporada existe e é fato que ela irá acontecer. Contudo, temos um evento maior envolvendo esses personagens que estão com o serviço de streaming. Os Defensores é a aposta máxima dessa parceria e ainda contarão com o já citado Luke Cage e Punho de Ferro e talvez essa segunda temporada venha somente após o lançamento dessas séries. Ou até para um pouco depois disso, já que uma série do Justiceiro já foi cogitada.
A parceria da Netflix/Marvel comprava ser mais do que acertada, contudo, Jessica só não se sai melhor pelo roteiro que se confunde um pouco e diálogos que poderiam ter sido melhor trabalhados. O que não tira os méritos da série e que merece a sua audiência pois com certeza é uma das melhores coisas que você vai assistir relacionada a uma super-heroína na TV.

TRAILER


FICHA TÉCNICA
Jessica Jones (Marvel's Jessica Jones) - 2015 - 60 min. (episódio) - EUA - Ação/Aventura/Drama
Direção: Vários
Roteiro: Vários
Elenco: Krysten Ritter, David Tennant, Mike Colter, Rachael Taylor, Carrie-Anne Moss, Eka Darville, Erin Moriarty, Wil Traval
Site Oficial: http://www.netflix.com/title/80002311




6 de dezembro de 2015

Comic Con Experience 2015

Que todos sabiam que depois do sucesso que foi no ano passado...
...e a receptividade ao evento do ano passado (minhas impressões aqui) com certeza resultaria em um novo sucesso.

Ingressos comprados com antecedência, parceiros do Patotas Nerd dessa vez embarcando no barco e a suspeita foi comprovada: a CCXP 2015 é um sucesso.

Maior, mais organizada (apesar das reformas do lado de fora na São Paulo Expo) e muito, muito mais cheia! Talvez a diferença de dias (ano passado fui no domingo) tenha feito não ter noção do quanto estava cheio aquele lugar.

E a cultura nerd respira de maneira aliviada. A concretização de um sucesso como esse que está sendo a CCXP 2015 prova que já é possível retirar o "Experience" do nome pois o Brasil tem realmente uma Comic Con.

Vários estandes sensacionais, a destacar o da Warner, que trouxe os figurinos oficias do filme Batman vs. Superman e da série Arrow. Além de um destaque maior na feira, do que no ano passado. Curti pacas o estande da PiziiToys/Iron Studios, que me fizeram pirar nos colecionáveis.

O estande da Netflix também estava show e o Music Alley foi a melhor sacada do evento esse ano.

Uma das coisas estranhas foi o destaque menor que a galera do Omelete teve esse ano. Estão atuando mais como parte do evento do que "líderes" do evento, e eu achei isso bacana.

Como falei acima, o evento está maior e alguns problemas. Devido as reformas na parte externa da SP Expo, o deslocamento foi grande pra entrar no pavilhão. O calor era algo constante e os preços de algumas coisas estava além do normal.

Mas infelizmente é algo ocorre devido a diversos fatores que não entrarei em detalhes nesse post.

Até porque, estou aqui pra celebrar, junto com a milhares de pessoas que passaram hoje pela Comic Con e que perceberam que a cultura nerd é sim algo muito, mas muito incrível e que mesmo em meio a alguns problemas, o evento é algo que está consolidado no calendário nerd brasileiro.

Deixo você agora com algumas das fotos que tirei e dois vídeos que tentamos, com os brothers do Patotas Nerd, fazer para ilustrar esse post. Não deu certo nossa cobertura. A empolgação e as emoções foram maiores e não conseguimos fazer mais que esses dois vídeos (interrompido pela foto da família Goku...rs).

Ano que vem, estaremos lá de novo.
(clique nas imagens para ver em tamanho maior)













































 





























































Falta muito pra Dezembro de 2016?