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16 de junho de 2016

Filme | Férias Frustradas de Verão

Ainda não entendo como é que as distribuidoras..
...se reúnem para fazerem a escolha dos nomes para os filmes de suas versões brazucas. Sério, ainda pretendo descobrir esse segredo. Mais do que o segredo do que se passa na cabeça das mulheres. E também, claro, como que a Kristen Stewart não consegue fazer outra expressão.

Bom, mistérios à parte e devaneios também, gostaria de falar com vocês desse filme que foi uma grata surpresa em um final de domingo gelado (PRA CARALHO). Férias Frustradas de Verão (Adventureland, 2009), acompanha a história de James Brennan (Jesse Eisenberg), filhinho de papai que toma um choque de realidade quando seus planos de passar as férias de verão na Europa.

Para que possa então manter pelo menos o sonho de entrar na faculdade logo após o fim da escola, se vê forçado, por conta da situação financeira de seus pais, a arranjar um trabalho. Mas mais do que encontrar um trabalho para sobreviver a nova fase da sua vida, James irá aprender algumas lições que irá carregar consigo para sempre.
A dramédia, escrita e dirigida por Greg Mottola (que também fez Superbad) que tem influência da vida de seu criador, já que o mesmo trabalhou em um parque de diversões nos anos 80, aponta um caminho que não segue. E ainda bem. É possível perceber que o filme é muito mais do que uma comédia por si só.

O emprego no Adventureland, parque de diversões onde James começa a trabalhar, se torna o berço dos conhecimentos do jovem sobre a vida que estaria por vir. De como as coisas não vem de forma fácil e nada tranquilas às vezes. Que planos muitas vezes precisam ser refeitos e revistos. E isso traz uma certa "sustância" ao filme.

Conforme vai se adaptando com a nova rotina, vamos conhecendo os personagens secundários, como Joel (Martin Starr), que logo se torna seu amigo e seus excêntricos empregadores, Bobby (Bill Harder) e Paulette (Kristen Wiig), que mostram outras facetas de uma vida bem mais complexa. E forma como a visão de James vai criando outra forma durante o filme, tem maior impacto quando surge o interesse por Em Lewin (Kristen Stewart), uma colega de trabalho que até então, envolta em mistério, parece ser a escolha mais acertada.
Mas nem sempre o que parece é, e parece que o filme toma isso como um lema implícito em todos seus atos. De filhinho de papai rebelde, James começa a perceber que a complexidade das pessoas, por mais que afetem suas decisões em alguns momentos, não pode nunca afetar a forma como elas tem que serem tomadas. A duras penas aprende sobre as mulheres, sobre como definir amizades e sobre como juntar dinheiro...mesmo que o perca depois de uma maneira bem idiota.

Lições que a cada ação, cobram uma reação e pedem para serem aprendidas. E por mais irônico que parece, seu melhor mentor nessa caminhada, acaba sendo de certa forma seu maior rival. E Mike Connell (Ryan Reynolds) acaba por se tornar o melhor professor na nova escola que James conhece.
O filme tem algumas piadas e sacadas muito legais. É nítido a evolução de Mottola mostra em sua direção com relação à Superbad. E se seu roteiro não é dos mais inspirados, por sorte conta com um competente elenco, à exceção sempre da inexpressiva Kristen Stewart. É sério, assistir ela atuando em qualquer filme passa a impressão de que ela está fazendo aquilo no piloto automático e me incomoda ver o esforço de Jesse Eisenberg em passar emoção por dois em um das cenas mais dramáticas do filme.

Ainda vou entender qual o mistério que faz com que ela ganhe alguns papeis bacanas como esse.

O restante do elenco, não compromete. Bill Harder e Kristen Wiig estão nitidamente se divertindo horrores como um casal nada convencional e que demostra seu estranho amor, não só um pelo outro, mas também pelo seu parque, de uma forma bem convincente e engraçada. Martin Starr, que sempre será lembrado por mim por seu papel em Freaks and Geeks (falo dela em breve) faz uma dupla pouco convencional e que funciona com Eisenberg, e que também contribui positivamente não só para a comédia, mas nas cenas mais sérias também.

Em resumo: o filme é uma grata surpresa, para quem esperava uma bomba sem sentido, com um título mais sem sentido ainda e que ao contrário do parece, não frustra a audiência trazendo mais do que parece oferecer.
Em tempo: a trilha sonora do filme, originalmente composta pelo grupo Yo La Tengo ainda contam com músicas de Lou Reed, David Bowie, The Rolling Stones, The Cure e INXS, Vale a atenção a esse grande adicional.

Avaliação do ALTER EGO:


TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
Férias Frustradas de Verão (Adventureland) - 2009 - 107 min. - EUA - Comédia/Drama
Direção: Greg Mottola
Roteiro: Greg Mottola
Elenco: Jesse Eisenberg, Kristen Stewart, Ryan Reynolds, Martin Starr, Bill Hader, Kristen Wiig
Site Oficial: n/d



25 de fevereiro de 2016

Deadpool

Me lembro como se fosse ontem...
(e na verdade até reprisou em algum canal esses dias ai)...quando vi o que fizeram com o Deadpool naquele filme de origem do Wolverine. Até o próprio Ryan Reynolds admitiu a merda que havia feito e desde então, meio que em uma missão pessoal, resolveu se redimir do seu erro.

Redenção também para um estúdio que, com o tamanho que a Fox tem, não poderia mais errar com alguns dos maiores personagens já criados no mundo dos quadrinhos e da cultura pop em geral. E eis que parece que finalmente, um acerto em cheio no que se diz respeito a adaptação fiel de um personagem que toma conta.

A de se dar claro, crédito ao próprio Reynolds. Ele não só admitiu a "cagada" que foi aquela versão do personagem no filme do Wolverine, como também, correu (literalmente) atrás como produtor e interprete de Wade Wilson, afim de mostrar que ele poderia sim ser uma versão que respeitasse sua versão em quadrinhos.
E olha, ao sair da sala de cinema, só me veio uma frase na cabeça: PUTA QUE PARIU, ELES CONSEGUIRAM!

Sim, fato que a direção de Tim Miller, que lá em 2013 colocou a Fox na maior sinuca de bico que ela poderia estar, e não haveria outra resposta que não fosse o SIM, E boa parte do sucesso desse filme é culpa dele. Entende-se também que a sua experiência como artista de efeitos visuais em Scott Pilgrim Contra o Mundo (2010) (que me veio na cabeça ao final do filme, por ser uma adaptação de HQ tão bacana quanto essa) o ajudou em muito a "guiar" um filme com um personagem tão icônico.

E Deadpool (2016) entra com maestria boa parte do que a sua parte em quadrinhos entrega. O humor ácido e as cenas de ações sem censuras (o que explica a classificação de 18 anos - 16 aqui no Brasil - nos EUA) marcam presença durante todo o filme...e isso com certeza traz um "Q" a mais para o filme.

A história, que foi escrita pela dupla Rhett Reese e Paul Wernick, do excelente Zumbilândia, é a clássica história de origem de super-herói...ou anti-herói por assim dizer e de fato não faz mais do que a mescla entre o fan service um bom guia para quem não conhecia as origens do personagem.
Quando Wade Wilson (Reynolds incorporando o que talvez seja o personagem de sua carreira), ex-Forças Especiais e mercenário "do bem" descobre que tem um câncer terminal, resolve ceder ao convite de uma organização clandestina que promete curá-lo e lhe conceder algo a mais.

Tudo isso após perceber que não queria abandonar o amor da sua vida, a garota de programa Vanessa Carlysle (a brasileira Morena Baccarin, cada vez mais enraizada e mandando bem em Hollywood) e que valeria a pena o esforço.

Claro que as coisas acabam dando errado e à partir daí, Wilson se vê em meio a uma vingança contra aquele que arruinou a sua vida, Ajax (Ed Skrein, que convence como vilão) e sua "parceira" Angel Dust (Gina Carano, que é...tá ali). Claro que nesse meio tempo, ele tenta reconquistar o amor perdido e com a "ajuda" seu amigo Weasel (T.J. Miller, que já vi por ai em outros filmes e sempre faz o bom coadjuvante) e de dois X-Men, Colossus (Stefan Kapicic, que só faz o básico) e Negasonic Teenage Warhead (Brianna Hildebrand, que tem aquele jeito de que vai mandar muito bem nos próximos filmes), o filme segue essa toada de vingança e a busca pelo herói interior.
Em um filme normal, isso soaria totalmente lugar comum e talvez não funcionaria. Mas o entrosamento da equipe desse filme é algo que afeta a quem assiste. É tudo bem fluído, sem engasgos ou cenas desnecessárias. Tudo é sincronizado para que a entrega de um filme divertido, mas que não deixa de apresentar um personagem tão forte e marcante, é tão bem feita que lamentei pela duração do filme. E claro, o cara do filme, como já falei é Ryan Reynolds que se tornou tão Deadpool quanto Hugh Jackman se tornou Wolverine.

Entre piadas, referências (Senhor dos Anéis, Matrix, Rei Leão, X-Men, Lanterna Verde e muitas, muitas outras), cenas de ação fantásticas e uma adaptação que se não 100%, entrega mais do que geralmente os filmes de herói entregam, Deadpool consegue não só quebrar a tão comentada 4ª parede (material bacana aqui do Judão), mas também o medo de uma produtora que percebeu que não, não é preciso transformar adaptações de quadrinhos em algo idiota, infantilizado e sem sentido. Prova-se com esse filme que sim, quadrinhos podem, devem e querer ser algo consumido por adultos.

Cada público com o seu personagem fofinho e Deadpool, por não ser nada fofinho, é o que precisamos nesse momento em que muitos falam que o nicho de super-heróis no cinema está saturado. Para esses eu digo: VÃO A MERDA!
E que venham mais adaptações corajosas e fiéis a suas origens. Pow, a Marvel já fez isso, a DC vai fazer e eu quero é mais!

Sem me esquecer de uma coisa: trilha sonora bacana hein? Agora é só esperar pelo segundo filme e por mais cenas fodas e muitas risadas.
(Excelente)

Trailer


Ficha Técnica
Deadpool - 2016 - 108 min. - EUA/Canadá - Ação/Aventura/Comédia
Direção: Tim Miller
Roteiro: Rhett Reese, Paul Wernick
Elenco: Ryan Reynolds, Morena Baccarin, Ed Skrein, T.J. Miller, Gina Carano, Brianna Hildebrand, Stefan Kapicic
Site Oficial: http://www.foxmovies.com/movies/deadpool



5 de agosto de 2015

Trailer: Deadpool (e perguntas que não querem calar)

E depois da grande cagada que fizeram...
...com um dos personagens mais engraçados e bacanas que a Marvel já criou, parece que a Fox finalmente acordo pra vida e criou coragem.

Sim, a palavra correta é coragem, pois, apostar em uma adaptação tão fiel quanto a que está sendo feita (finalmente) pra Deadpool (conheça mais sobre o personagem aqui).

Como quando for fazer a resenha do filme eu espero que você já tenha lido isso (vou cobrar hein?), só pra situar quem não saber, depois da cagada que fizeram com o personagem no filme solo do Wolverine, X-Men Origins: Wolverine, de 2009 (tsc, tsc, tsc), em 2014, vazou um test footage, que é nada mais do que uma animação feita pelo diretor Tim Miller, com a participação dos movimentos e dublagem do mesmo Ryan Reynolds que deu a cara a tapa para convercer a Fox a fazer um filme que representasse fielmente o personagem.

Claro que o vídeo foi um sucesso. Confere ai o porque:

A internet foi a loucura, os fãs fizeram pressão e claro, que pensando nas verdinhas, a Fox deu sinal verde para a produção do filme.

Pulamos pra Comic Con San Diego 2015, onde após o vazamento inevitável (e lamentável?) do trailer exclusivo passado no evento, a Fox abre os olhos e percebe que não há como lutar contra. Ai, temos isso:

E o "tomorrow" chego e explodiu a porra toda! Facebook, Twitter, até o Google + bombaram (e ainda estão até o término desse post) e as reações não poderiam ser mais "internets fellings" possíveis: pessoas reclamando do hype, o hype reclamando das pessoas que reclamam do hype, conhecedores de última hora reclamando da old school, old school reclamando dos conhecedores de última hora...o que me traz uma sequência lógica de perguntas:
1 - E daí se o filme tem hype ou não se ele for bom? Não justifica?
2 - E daí se o cara conheceu o Deadpool dois minutos e cinquenta e quatro segundos?
3 - E daí se o cara tem tatuado na bunda o Deadpool e conhece até o CPF do personagem (ou o documento que canadenses tiram por lá)?
4 - E daí se a porra do trailer é bom e tá bombando?

Parabéns se você chegou até aqui, por você, assim como eu, está pouco se fodendo para qualquer uma dessas respostas e quer o que? Apenas um filme FODA de um personagem bacana e que vai abrir portas (mais ainda) para adaptações cada vez mais ousadas e fiéis aos quadrinhos.

Não esquecendo claro que se o filme não der bilheteria, pode ser a maior obra-prima do mundo (Círculo de Fogo, é você meu filho?) que o estúdio não vai fazer uma sequência. E por se tratar de um personagem de segundo escalão, é uma possibilidade.

Bom, pelo trailer, dá pra ver que a espera valeu a pena e 2016 já tem um filme top a caminho.

Apertem os cintos e curtam o primeiro trailer (e único a ser postado aqui até o lançamento do filme) de Deadpool:

E ai, o que achou?

Dirigido por Tim Miller, com roteiro de Paul Wernick e Rhett Reese, o filme tem no elenco Ryan Reynolds, Morena Baccarin, Ed Skrein, T.J. Miller, Gina Carano e Brianna Hildebrand.

A estréia está prevista para feveiro de 2016.

1 de agosto de 2009

A Proposta

Comédia divertida e Sandra Bullock

De uns tempos prá cá, percebi com muita clareza três seguimentos se destacando entre os lançamentos de cinema: os filmes rebot (Exterminador do Futuro, Star Trek) que pegam uma franquia de sucesso e recomeçam ela; os filmes baseados em outras mídias (livros, games, HQ's, mangás e animes) que mostram a "crise" de criatividade que sempre existiu em Hollywood; e as comédias-românticas.

Pegando esse último nicho de filmes, temos vários exemplos de verdadeiros clássicos conteporâneos. E também de total lixo descartável.

Ao assistir A Proposta (The Proposal, 2009), novo filme de Sandra Bullock, ex-namoradinha da América, e Ryan Reynolds, novo galã do momento, fiquei com a sensação de que é um filme que se encaixa entre esses dois opostos.

Dirigido por uma Anne Fletcher (Vestida Para Casar; Ela Dança, Eu Danço) que já está craque em filmes água-com-açucar, junta o melhor das comédias do gênero e nos entrega um divertido passatempo.

Na história, Margaret Tate (Sandra Bullock), uma editora linha dura (para não dizer insuportável) que tem Andrew Paxton (Reynolds) como um eficiente, mesmo que atrapalhado, assistente está prestes a ser deportada para o Canáda já que ela está no EUA "ilegalmente".

A saída? Casa-se com seu "fiel" escudeiro Andrew para que assim possa permanecer nos EUA. Precisando convencer a todos, e principalmente o agente da imigração que a perseguirá, os dois, principalmente ela, precisarão em quatro dias convercer a todos de que se "amam" e que o casório será real.

Em troca, Andrew quer um romance publicado e o tão almejado cargo de editor ao retornarem do Alasca, onde mora a família de Andrew, onde ficarão nesses dias que antecedem a entrevista com o agente da imigração, para comemorar o aniversário de 90 anos de sua avó.

Começam ai os velhos clichês desse tipo de fita. E o melhor de tudo é que, mesmo sabendo o final, é um filme tão gostoso e divertido, que você começa a torcer para que o "acordo comercial" se torne total e exclusivamente pessoal.

Com uma dupla muito afinada e introsada, me supreendeu o quanto Reynolds evoluiu a cada filme como um ator versátil. Tomará que continue nesse caminho pois percebe o quanto ele fica confortável atuando nesse tipo de papel.

Sandra continua linda e aos 45 anos ainda arranca suspiros dos marmanjos mundo pelo mundo (digo isso pelas reações dos que estavam na sala lotada). E no papel perfeito para mostrar que o grande público ainda a admira, não sendo a toa a marca de 34 milhões de dólares no fim de semana de estréia somente nos EUA!!!!!

O elenco de coadjuvantes também segura bem a onda, destaque para a vovó de Andrew, interpretada com muito gosto pela veterana Betty White que sempre rouba a cena quando aparece.

Os diálogos não ofendem ninguém e com surpresinhas aqui, lugares comum acolá, A Proposta é um filme muito fofo...literalmente. E que diverte muito aos que gostam do cinema pipoca que tanto faz falta ultimamente.

Ficará perfeito no DVD, principalmente com esse tempinho frio, acompanhado de chocolate quente.

Ficha Técnica:
A Proposta (The Proposal - EUA, 2009) - 108 min - Romance / Comédia
Direção: Anne Fletcher
Roteiro: Peter Chiarelli
Elenco: Sandra Bullock, Ryan Reynolds, Malin Akerman, Craig T. Nelson, Mary Steenburgen, Betty White, Denis O'Hare, Oscar Nunez