13 outubro 2012

Curtir ou não curtir...eis o block da questão

Que me perdoe o amigo Shakespeare pela distorção de sua celebre criação, mas nos dias de hoje fica quase impossível não relacionar algo com o que rola no maior boom da história recente da internet.

Enquanto Mark Zuckerberg ganha rios de dinheiro, acho que até mesmo ele esqueceu de que criou o Facebook numa manobra desleal e rasteira contra seus amigos, na época colegas de graduação. E de que o start para a chupinhação mais bem sucedida da história da internet foi justamente uma "vingança" contra a ex-namorada.

Hoje, o cara tá bem, feliz, casado e rindo a toa. E enquanto isso, o que rola na sua cria?

O Facebook está cada vez mais "divertido" pelo fato de que percebo a cada dia que passa que as palavras LIMITES e RESPEITO estão cada vez mais em desuso. Lembro de uma frase: "ligue o foda-se e seja feliz...". Mas será que existe boa convivência sem limites?

Como definição, as redes sociais são ferramentas que a internet proporciona para que haja a interação e troca de ideias, encurtando distâncias e fazendo com que as pessoas tenha "próximo", quem tá longe. Acredito que dentro dessa definição está a palavra DIVERSÃO.

Mas e quando a diversão acaba e a falta de respeito entra, o que fazer? É muito contraditória as posições que vemos sendo tomadas. Uma hora, não pode nada, na outra pode tudo. É como se a hipocrisia fosse o acessório mais cool da moda. E ai depois temos os bombardeios, positivos ou negativos, sobre o que rola na própria rede, ou fora dela. E tudo é muito 08 ou 80.

Até quando isso é saudável? Até quando vale a pena troca uma conversa no mundo real por alfinetas e indiretas que a única coisa que trazem é o cumulo da vergonha alheia. Mais material para que se diverte com isso. Vide os blogs de comédia que (muito bem feito) desce a lenha na zuação desses que se acham acima de tudo e todos só porque a "liberdade" da internet me permite.

Ai me lembro da cena que vi na eleições...ai entendo porque nosso país tem tanta dificuldade de avançar como deveria.

Mais engraçado ainda é ter vergonha de uma geração que tem preguiça de buscar coisas novas...e que não só assassina a língua materna, escrevendo da forma mais grotesca possível (nem sequer dão o trabalho de usar a porra do corretor ortográfico!!!), mas também usa material descartável e raso para parecerem pseudo-intelectuais.

E a cereja do bolo: tem audiência para isso!

Antes que os puristas (que com certeza nem chegaram até aqui) me excluam das suas contas, que fique claro que não estou aqui para julgar ou apontar nada. Cada um sabe o que faz da sua vida...online ou offline. Só acho que lembrar de que cada ação tem uma consequência é básico em qualquer sociedade. Isso não se exclui das redes sociais, já que são um reflexo do mundo real.

Ok, crie seu fake e saia realizando suas fantasias cibernéticas  Até porque é mais fácil encarar a realidade virtual, onde um "block" ou excluir o amiguinho é melhor do que uma conversa na praça, ou no boteco da esquina....ou até mesmo uma discussão mais acalorada. Mesmo que no frio, acho que vale mais não? Ops, desculpe, esqueci que você não vai ter o Google Search pra te salvar né?

Eu me divirto muito...ainda mais pela prepotência e alienação alheia. Todos sabem tudo e não sabem nada. Mas na verdade, enxergo isso de uma outra forma e resumo em apenas uma palavra: carência.

Acho que resume bem tudo...eu vesti a minha carapuça e você?
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