28 abril 2015

Vingadores: A Era de Ultron

Depois de alguns dias escapando com sucesso...
...dos spoilers e cenas e mais cenas extras que surgiam aos montes em todos os cantos da internet, tive duas sensações ao final da exibição de Vingadores 2: a primeira de dever cumprido, já que nada foi estragado do filme. E a segunda, foi perceber o quanto a Marvel vem aprendendo com erros do passado.

Sim, estou falando de erros em outros filmes (Homem de Ferro 3, Thor 2 e O Incrível Hulk) onde a necessidade de ser grande, coisa que a indústria hoje pede de forma desenfreada (Michael Bay que o diga) soou forçada demais. Lembrei um pouco sim desse exagero, mas a construção para essa "grandiosidade", vem galgada totalmente na necessidade de amadurecimento de um arco que vem sendo construído a mais de 8 anos.

Com Homem de Ferro (2008), a Marvel surpreendeu o mundo com a qualidade com que tratou um de seus personagens, se não o principal, mas de maior carisma. A escalação de seu protagonista não deveria também ter sido mais acertada.

De lá pra cá, a consolidação da Marvel como estúdio de cinema, a compra pela Disney e os milhões de doláres e fãs satisfeitos pelo mundo, poderiam dar o direito ao erro. Mas não em seu carro chefe. Tudo culmina para esse momento.

Os Vingadores: A Era de Ultron é o cume de uma montanha que vem sendo escalada desde 2008 e não se perde em meio a tanta euforia. A história, que poderia se perder facilmente em meio as alterações entre HQ e cinema, necessárias para explicar a origem de Ultron (interpretação sensacional de James Spader) - devido aos diretos de outros personagens e a falta da história de outros -, se amarra de maneira singular com todos os outros filmes.

Ultron acaba sendo criado após a tentativa de Tony Stark (Robert Downey Jr.) e Bruce Banner (Mark Ruffalo) em trazer a paz e o merecido descanso que Os Vingadores tanto buscam.

Em meio aos conflitos de Stark, que não é o mesmo desde a vitória sobre Loki (Tom Hiddleston), Banner com o seu eterno conflito entre o que é e o que quer ser, temos o contra ponto em um Steve Rogers (Chris Evans) cada vez mais líder e seguro do seu lugar nesse "novo" mundo e um Thor (Chris Hemsworth) cada vez mais perdido e sendo apenas uma grande força nas lutas do grupo.
A Viuva Negra (Scarlett Johansson), agora busca uma posição mais forte no grupo e temos um destaque bacana ao Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), mostrando que de todos do grupo, a maior motivação parte dele e isso traz um carisma ainda maior ao personagem.

Em meio a essas variáveis, os atritos são inevitáveis e o desenho do que será a Guerra Cívil fica mais nítido. E nesse meio todo, Ultron percebe que o maior culpado de todas os males do mundo são os próprios humanos. Então vai em busca de atingir os heróis no que realmente mais lhes prejudica como grupo: os seus medos.

Para concluir seu plano, Ultron conta com os irmãos Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen) e Pietro Maximoff (Aaron Johnson). Wanda é a Feiticeira Escarlate e Pietro, o Mercúrio que graças a uma brecha na posição deles no Universo Marvel, puderem ser inclusos na história de Joss Whedon, desde que não lembrasse ao público que eles são na verdade mutantes (por isso Mercúrio apareceu no último filme dos X-Men).
Cartas postas na mesa, começa a o desenrolar de uma história que poderia ter perdido a mão no segundo ato, se não fosse a mão segura de Joss Wheldon. A condução dos conflitos, anseios e dúvidas do heróis contrasta de forma soberba com a confiança e senso de correto do vilão.

Essa inversão dos papéis mantém um pouco do clima mais maduro que vimos em Capitão América: Soldado Invernal. Mas, temos uma quebra constante nesse clima pesado, com piadas e tiradas muito inteligentes e bacanas no meio até mesmo de cenas que não se esperariam tal resolução. O mais incrível é como funciona bem esse recurso.

E ao contrário de algumas críticas que li, vibrei como criança quando vi cenas como essa:
Fato é que seria impossível esse filme superar o impacto causado pela primeira aventura do grupo. O tom é outro e o caminho que foi feito até aqui não poderia ter mais o clima de festividade que de certa forma o primeiro filme teve.

Os heróis amadurecem e isso fica claro nesse filme que prepara de maneira muito sútil o terreno para os próximos filmes da Marvel. Mais uma vez pra mim, a produtora acertou em cheio e conseguiu mais uma vez elevar o nível dos filmes de super-heróis para algo que já tinha conseguido com o primeiro filme.

Em tempo: a versão de Paul Bettany para o Visão ficou simplesmente sensacional! Fiquei curioso para ver o desenvolvimento e o crescimento desse personagem.

Trailer:

Ficha Técnica
Vingadores: Era de Ultron (Avengers: Age of Ultron) - 2015 - 141 min. - EUA - Ação/Aventura/Fantasia
Direção: Joss Whedon
Roteiro: Joss Whedon
Elenco: Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Chris Evans, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Aaron Johnson, Elizabeth Olsen, Paul Bettany, James Spader, Samuel L. Jackson, Cobie Smulders, Don Cheadle, Andy Serkis, Anthony Mackie, Stellan Skarsgård, Thomas Kretschmann, Hayley Atwell, Idris Elba, Josh Brolin

Site Oficial: http://marvel.com/avengers
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