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20 de maio de 2011
26 de abril de 2011
Rio
Bonito, divertido, um das melhores animações de se ver...mas falta algo...
Quando Carlos Saldanha foi projetado mundialmente com codiretor de A Era Do Gelo (Ice Age, 2002), o mesmo declarou posteriormente ao sucesso da fita, que tinha em mente um projeto de levar as telonas uma animação com as belezas da cidade maravilhosa. Dois filmes dirigidos depois, sucesso mundial garantido, o brasileiro agora realiza seu tão sonhado projeto. E o resultado não poderia ser menos do que excelente!
Em Rio, acompanhamos a arara azul Blu (no original, dublada por Jesse Eisenberg de Zumbilândia), que filhote ainda é raptada por contrabandista. Do Rio, vai parar no gelo de Minessota, EUA, onde depois de um pequeno acidente, é achada por Linda (Leslie Mann). O fator "amigos inseparáveis" toma conta da introdução da fita.
Quando Tulio (Rodrigo Santoro) estudioso de aves chega a casa de Linda sugerindo a ida de Blu ao Rio de Janeiro para acasalar com a última fêmea de sua espécie, e assim manter a espécie viva, já sabemos por onde tudo vai dar. Nada de novo nisso. O que não estraga.
Ao conhecer Jade (Anne Hathaway), a fêmea, os dois são capturados por contrabandistas. Ao conseguirem fugir, ficam presos um ao outro. A partir daí a aventura toma conta, com a correria das aves (que vão fazendo amigos pelo caminho) fugindo de seus algozes, tentando se libertar das correntes que os unem e Blu indo atrás de sua dona. A partir daí, temos uma das mais belas animações que já vi. É impressionante o nível de detalhes e riqueza. O ritmo é muito bacana, flui de forma divertida e se forçar nada. Tudo isso em meio as belas paisagens da Cidade Maravilhosa.
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| Blu e Jade...e o Cristo Redentor! |
E realmente, Carlos Saldanha faz isso de forma primorosa. E em meio a história de amadurecimento de Blu, já que a ave sabe sequer voar por sua convivência com Linda, a descoberta do amor, o valor da amizade etc, vamos sendo guiados por essa viagem que mostra o que há de melhor na cidade: Copacabana, o Cristo Redentor, o bondinho, a Sapucaí. Saldanha não esqueceu também de retratar as favelas cariocas e de que existem pessoas de bem lá, exemplificada em um dos personagens. Esse é um dos melhores pontos da fita. Mostrar que nem tudo são flores em meio ao “paraíso” carioca.
Mas apesar de todo esse esplendor, e da leve crítica social, parece que falta algo. Além do fato de que o estereótipo brasileiro está estampado por toda a fita. Ok, alguns vão falar que é porque se passa durante o Carnaval. Mas poderia se esperar algo diferenciado de um brasileiro fazendo um filme sobre o Brasil. Mas por se tratar de uma animação, filme pra família...deixemos passar. Apesar da, como já falei ali em cima, primorosa animação, personagens carismáticos e uma história que vai agradar marmanjos e pequenos, senti que faltou esse “algo Pixar” de ser.
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| A trupe do filme... |
Agora, dizer que uma das melhores animações já feitas tem o Brasil como cenário é algo que deve ser feito. E Rio conquistou isso. Pouquíssimos contras. Muitos prós. Creio que Carlos Saldanha seu deu por satisfeito pois isso é perceptível na alegria do tranparece na animação. E talvez ele tenha retratado o que o Brasil tem de melhor: a força de vontade em ser alguém melhor do povo brasileiro.
Trailer:
Ficha Técnica
Rio (Rio) – 96 min. - EUA - 2011 - Animação
Direção: Carlos Saldanha
Roteiro: Don Rhymer
Elenco: Jesse Eisenberg, Anne Hathaway, Rodrigo Santoro, Leslie Mann, Jamie Foxx, Will.i.Am, Tracy Morgan
Site Oficial: www.rio-themovie.com/
21 de março de 2011
Amor e Outras Drogas
Agradável surpresa.
Fato: comédias românticas são o gênero mais perigoso no cinema atual. Muitas tentativas frustadas e tudo mais. São raras exceções os filmes que se transformam em clássicos. Ok, não que Amor e Outras Drogas (Love and Other Drugs, 2010) seja o caso, mas o filme surpreende e diverte. E também aborda assuntos muito bacanas.
Jamie Randall (Jake Gyllenhaal, se divertindo pacas) é o típico mulherengo que, apesar de muito inteligente, faz pirraça e desafia os pais sempre buscando fugir daquilo que eles querem de bom pra ele. A velha "revolta" adolescente que faz com que ele busque outros caminhos pra conseguir levar sua vida do jeito que gosta. A velha máxima boy meets the girl é mostrada aqui de forma bem desencanada. Afinal de contas, quando Maggie Murdock (Anne Hathaway, muito fofa) aparece na sua vida, com o discurso de mulher independente e desencanada (ops...), parece que foi o start pra algo que ele até então não havia percebido: que há vida além daquele mundinho.
Fato: comédias românticas são o gênero mais perigoso no cinema atual. Muitas tentativas frustadas e tudo mais. São raras exceções os filmes que se transformam em clássicos. Ok, não que Amor e Outras Drogas (Love and Other Drugs, 2010) seja o caso, mas o filme surpreende e diverte. E também aborda assuntos muito bacanas.
Jamie Randall (Jake Gyllenhaal, se divertindo pacas) é o típico mulherengo que, apesar de muito inteligente, faz pirraça e desafia os pais sempre buscando fugir daquilo que eles querem de bom pra ele. A velha "revolta" adolescente que faz com que ele busque outros caminhos pra conseguir levar sua vida do jeito que gosta. A velha máxima boy meets the girl é mostrada aqui de forma bem desencanada. Afinal de contas, quando Maggie Murdock (Anne Hathaway, muito fofa) aparece na sua vida, com o discurso de mulher independente e desencanada (ops...), parece que foi o start pra algo que ele até então não havia percebido: que há vida além daquele mundinho.






