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5 de janeiro de 2014

Como Não Perder Essa Mulher

Me pergunto como ainda...
...algumas distribuidoras conseguem acabar com a reputação de um filme inventando nomes sem sentido para as versões nacionais. Enquanto a impressão com título nacional é a de que o filme remete a qualquer comédia besteirol do final do anos 90/início dos 00, como American Pie (que ainda é um bom exemplo), o que temos é uma visão totalmente ousada e corajosa de um cara que já vinha se mostrando diferenciado.

Joseph Gordon-Levitt, que já havia ganhado meu respeito com 500 Dias Com Ela, ousa ao jogar para o espectador o que há de mais obscuro de um homem. E vai além, pois além de mostrar um lado que é totalmente camuflado pelas atitudes cotidianas, despe também a real necessidade que todo relacionamento tem para dar certo. E antes que pensem que estou falando do fato relacionado a pornografia, calma que a coisa é mais embaixo.

Jon Martello (Levitt) é tipico esteriótipo do homem "moderno": preocupado com o corpo, com os bens materiais e que mantem seu resquício de humanidade nas tradições familiares e os laços de amizades. Tido pelos amigos com o Don Jon (alusão a Don Juan), Martello se vê em uma situação inédita quando encontra "a mulher dos seus sonhos". Só que esse sonho talvez não esteja ainda muito bem traçado já que ele tem um problema que a principio parece ser inofensivo: seu vício em pornografia.

E em meio a uma vida toda "centrada" no fato de que a pornografia sempre trará mais prazer que uma relação com uma mulher de verdade, Jon é conflitado então pela "mulher dos seus sonhos", Barbara (Scarlett Johansson, linda pra variar). Talvez esteja ai a chance de mudar de vida? Sair de uma vida vazia, onde as mulheres que consegue todas as noites não o satisfazem e poderia então abandonar suas viagens pornográficas para ter a mulher que sempre sonhou?
Como sabemos, a realidade sempre bate de uma maneira muito forte e quando a manipulação, ou apenas, objetividade como cita a irmã de Jon, Mônica (Brie Larson na fala mais assertiva do filme), começa a fazer Jon questionar se suas atitudes são tão erradas assim, ele entra em uma busca por auto-conhecimento que acaba, para sua sorte, encontrando compreensão na figura de Esther (Julianne Moore, sempre excelente), uma mulher que não se sabe ao certo se tem tantos ou mais problemas que nosso protagonista.

Junta-se a pressão pelo seu relacionamento, também entra a pressão da família, ítalo-americana e que cobra dele uma postura mais adulta. Entram ai os alívios cômicos muito bem-vindos por parte do casal Sr. Jon (Tony Danza, hilário) e Sra. Martello (Glenne Headly, igualmente hilária) e que acabam até por ajudar seu filho a entenderem alguns pontos chaves para seu amadurecimento.

A princípio o filme pode ser mal julgado tendo tantas inserções de filmes pornográficos em suas cenas, mesmo que não seja algo explicito. Contudo, tais inserções perderiam sim o sentido se não houvesse um norte a ser traçado. Essa ousadia de Levitt na direção, ora com cortes rápidos, ora com closes e planos mais tradicionais, traz o clima ao espectador do realmente se passa na cabeça de um cara que vai encontrar dentro de si uma parte feia e que não irá lhe trazer nada além de...nada.
Aos encaixarmos as peças (sim amigos, é isso que um bom filme faz...nos deixa pensar) e avaliarmos que na verdade o que causa grande parte dos problemas nos relacionamentos atuais é a falta de dialogo, compreensão e acima de tudo, respeito, conseguimos entender que as mudanças necessárias para que a vida de Jon siga um rumo melhor, vão depender somente da compreensão e entendimento de que os problemas que ele causou, só ele poderá resolver.

Um filme ousado (em partes), com uma linguagem que aparenta ser "comum" mas que na verdade apresenta algumas camadas que ficarão mais fáceis de serem percebidas com o foco certo do espectador. Até porque, temos ai uma crítica muito forte a falta de alguns sentimentos que todos nós buscamos, mas que não temos "paciência" nem "tempo" para buscarmos.

Como veremos, é possível...desde que a mudança parta do maior interessado nela.

obs: vale o crédito para as participações de Anne Hathaway, Channing Tatum, Emily Blunt e Cuba Gooding Jr. como estrelas de cinema...muito bacana!

Trailer

Ficha Técnica
Como Não Perder Essa Mulher (Don Jon) - 2013 - 90 min. - EUA - Drama/Comédia
Direção: Joseph Gordon-Levitt
Roteiro: Joseph Gordon-Levitt
Elenco: Joseph Gordon-Levitt, Scarlett Johansson, Julianne Moore, Tony Danza, Glenne Headly, Brie Larson, Rob Brown, Jeremy Luke, Italia Ricci
Site Oficial: http://donjonmovie.tumblr.com/

27 de outubro de 2013

Pegadinha da telecinese

São poucos os filmes de terror...
...que me deixam curiosos e esse foi um dos poucos que assiste sem a sensação de que sabia o que ia acontecer. Na verdade sabia, mas é Stephen King e isso não é pouca coisa.

E lembro que quando vi Carrie - A Estranha, filme de 76 dirigido pelo cultuado diretor Brian de Palma, mais do que uma fita de terror, Carrie era uma verdadeira crítica a cultura norte-americana com relação ao comportamento dos jovens e a necessidade extrema de serem aceitos. Não é um filme fácil.

O texto de Stephen King, como ele mesmo diz é "cru" e tem um "sum surpreendente poder de machucar e horrorizar". E cumpre bem esse papel. Com certeza vão dar uma amenizada na versão 2013 que estreará nos cinemas em breve com a "Hit-Girl" Chloë Grace Moretz e Julianne Moore.

Pra quem não conhece o livro ou o filmes, fica difícil entender a piada. Por isso clique aqui para conhecer o sobre o filme e o livro.

E na onda das pegadinhas que vem tomando conta do mundo (Silvio Santos se diverte), para divulgar o filme, montaram toda uma estrutura em uma cafetaria em Nova York para que quando um cliente desastrado derrubasse café em cima de uma garota, ela "despertasse" seus poderes de telecinese e assustasse os clientes.

Foi e ainda é um estrondo na internet, com mais de 10 mil views em dois dias, já passa dos 40 mil e não a toa porque além de muito bem feita, é engraçado pacas. E nem é preciso saber inglês pra entender...vejam e divertam-se: