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15 de dezembro de 2016

Resenha | Dois Caras Legais

Nota: esse post está originalmente no meu novo projeto com meu amigo Mario Vianna, o Manguaça Nerd. Dá uma passada por lá! =)
O cenário é o seguinte: você está de férias, milhares de coisas (nerds) a serem feitas, mas a única coisa que você precisa é...bom, como dizem os jovens, ficar de boa!

Já é madrugada, o bloqueio criativo já bateu a porta. Ok, hora de parar. Então, naquela navegação aleatória que você, eu e todo mundo que tem Netflix sempre faz (que nunca né?) lembra da dica que leu naquele site e daquele cara que você acompanha.
Claro que quando quando vejo o nome de Shane Black, me lembro logo daquela lástima que foi "Homem de Ferro 3". Mas ai, me lembro também que o cara criou uma das franquias mais legais do cinema. E de certa forma, "Dois Caras Legais" tenta emular a fórmula que trouxe o estrondoso sucesso que os quatro filmes da série "Máquina Mortífera" tiveram nos cinemas.

Na Califórnia dos anos 70, a trama cheia de subjetividades na verdade busca apenas divertir o espectador com uma trama pouco convencional. Na verdade, Shane tenta resgatar um gênero que há tempos estava esquecido, e que ele mesmo popularizou: a comédia de ação.

Não, não tenha em mente nenhum dos besteiróis lançados por algum serviço de streaming famoso. O que Shane busca com dois caras legais é um humor que diverte de forma elegante, mesmo que às vezes pareça escancarada demais para os padrões politicamente corretos da época (hoje, ou os anos 70?), mas o surrealismo da trama se encontra com uma realidade que mudaria o rumo do país, mas que conversa diretamente com os dias atuais.

Mas o filme não é para reflexões sobre cenários políticos. É para a sua pura e simples diversão! Ou como estava procurando, ficar de boa!
No filme, vamos acompanhar Holland March (Ryan Gosling), um detetive particular que apesar do seu talento, está meio de saco cheio com tudo o que rola ao seu redor e só tem a filha Holly (Angourie Rice) como única inspiração para continuar "fingindo" ser um detetive particular. Com a falência batendo a sua porta, aceita o serviço de encontrar uma atriz pornô que sumiu.

Do outro lado da corda, temos Jackson Healy (Russell Crowe), que é contratado justamente para impedir que March não prossiga com sua investigação. Mas é quando os caminhos dos dois se cruzam, que a história começa a mostrar reviravoltas que dão mais voltas que o necessário, mas que obrigam aos dois a formarem uma dupla (ou trio) improvável para descobrir qual é a verdade.

É o mesmo roteiro que você já viu em alguns outros filmes. A diferença aqui está na execução.
Desde a ambientação dos anos 70, com uma direção de arte que caprichou nos cenários e figurinos, com os detalhes nos ambientes, sejam eles internos, com a mobília caracterizada fielmente, até os externos, com figurantes e cenários retratando muito bem a época.

O roteiro ágil e divertido, me fez pensar o porque o terceiro filme de Tony Stark não teve metade da ácidez e ousadia que esse teve. Seria interessante ver essa linguagem incorporada na atuação de Robert Downey Jr. como um Homem de Ferro mais seguro do que o traumatizado que foi apresentado. E a sua direção não inventa. Sem malabarismos e estrelismos, cumpre bem a sua função.

Mas nada disso funcionaria se o elenco não segurasse a bronca e olha, graças a atuação segura do elenco é que o filme funciona. Claro que o destaque maior, seria para sua dupla principal. Me surpreendeu ver Ryan Gosling e Russell Crowe fazendo graça.

Depois de tantos papéis dramáticos e tensos, ver esses dois grandes atores com um timing de comédia beirando a perfeição, foi muito interessante e divertido! Contudo, o destaque maior vai para a gracinha que é Angourie Rice. A mocinha se destaca como uma coadjuvante que brilha em meio a dupla principal, arrancando boas risadas durante o filme.
É um filme que é um acerto após o outro.

Sério, assim como Kingsman, é aquele filme que me arrependi de não ter visto antes. E fiquei mais chateado ainda por não ter tido o sucesso e o reconhecimento que deveria. Talvez agora na Netflix o filme encontre seu lugar ao sol, que merecidamente deve achar.

E olha, se tem uma coisa que "Dois Caras Legais" merece é reconhecimento. Porque as risadas são garantidas!

Avaliação do Alter Ego
 


Trailer

Ficha Técnica:
Dois Caras Legais (The Nice Guys) - 2016 - 116 min. - EUA - Ação/Comédia
Direção: Shane Black
Roteiro: Shane Black, Anthony Bagarozzi
Elenco: Russell Crowe, Ryan Gosling, Angourie Rice, Matt Bomer, Margaret Qualley, Keith David, Kim Basinger
Site Oficial: http://www.theniceguysmovie.com/



26 de janeiro de 2011

Os Indomáveis

Filmaço!!!


Poderia resumir esse post nessa única palavra. A que tá ali acima. Pra quem conhece um pouquinho de cinema, sabe da importância que filmes westerns tem pra história do cinema. Nomes como John Ford, John Wayne, Sergio Leone, Ennio Morricone e Clint Eastwood marcaram a trajetória do cinema e fizeram filmes memóraveis.

Pra quem quiser saber mais sobre, só clicar aqui. Agora o filme...

Os Indomáveis (3:10 to Yuma) é uma revisitação do filme Galante e Sanguinário (3:10 To Yuma, 1957) que o diretor James Mangold (Garota Interrompida, Johnny & June, Identidade) traz com Russell Crowe e Christian Bale liderando o elenco que conta a história de um rancheiro, Dan Evans (Bale), que aceita escoltar o fora-da-lei Ben Wade (Crowe), que deve pegar o trem das 3h10 para Yuma, onde fica a prisão em que ficará. Só que ele não contava que os comparsas de Wade, liderados por Charlie Prince (Ben Foster), fossem ao encalço da escolta para uma missão de resgate.

O roteiro é baseado em uma curta história de Elmore Leonard, escritor menos conhecido do genêro, chamada Three-Ten to Yuma de 1953 e que foi inspiração para os filmes de 1957 e 2007.

O filme é conduzido de maneira excelente por Mangold. E o elenco ajuda bastante o roteiro, que se não é uma perfeição (dá pra perceber uma certa "correria" no final do filme, mas não chega a comprometer a fita), não enche a tela com clichês que geralmente temos nesses filmes. Tanto nas cenas de ação, quanto nas cenas de drama (o dialógo entre os antagonistas no último ato é show de bola) percebe-se a segurança em manter o clima de tensão no ar. O cenário árido do oeste americano é perfeito para o duelo psicológico entre Evans e Wade.

Com uma trilha sonora excelente, criada por Marco Beltrami (Hellboy, Guerra ao Terror), atuações muito acima da média (destaque para Ben Foster, que se não fossem por Bale e Crowe, com certeza seria o destaque do filme) e todo o clima do Velho Oeste mantido de forma impecável fazem desse um dos melhores que vi no ano passado (é, tava enrolando pra falar dele aqui).

Trailer:




Ficha Técnica
Os Indomáveis (3:10 to Yuma) - EUA , 2007 - 122 min. - Faroeste
Direção: James Mangold
Roteiro: Halsted Welles, Michael Brandt, Derek Haas
Elenco: Russell Crowe, Christian Bale, Ben Foster, Logan Lerman, Dallas Roberts, Peter Fonda, Vinessa Shaw, Alan Tudyk, Gretchen Mol
Site Oficial: www.310toyumathefilm.com/